A fotografia consegue mostrar as belezas subaquáticas de todas as formas, desde os grandes seres até os minúsculos seres marinhos.
Quando vamos adquirir uma câmera pra fotografar embaixo d’água, é normal o mergulhador acabar tendo dúvidas de qual equipamento comprar, em razão da variedade de equipamentos atualmente disponíveis e, principalmente, quanto a variação de preços, que diga-se de passagem, não é nada barato, ainda mais com o valor do dólar atualmente.
Esse artigo visa passar uma dica para quem possui uma caixa estanque com câmera DSLR ou Mirroless e, que gostaria de obter algumas imagens diferentes, como fotos em close-up, por exemplo.

Usando uma lente 18-55mm com filtro Close-up +10
Normalmente fotografo utilizando uma grande angular 10-17mm, que não me permite fazer imagens próximas a ponto de registrar seres com dimensões reduzidas, mas usando uma lente básica 18-55mm com um filtro close-up +10, por exemplo, me permitiu fazer imagens mais próximas dos objetos desejados.
Um filtro +10 custa em média entre R$ 50 e 150 apenas, sendo facilmente encontrados em sites de fotografia e Mercado Livre. Já a lente 18-55mm, normalmente as câmeras são comercializadas já com essa lente, não havendo a necessidade de nova aquisição. A não ser, é claro, quando falamos de câmeras do tipo Full Frame, mas aí é outra história e entramos em outro campo.
Pondo em prática
Com o filtro close-up +10 em mãos, basta encaixá-lo na frente da lente 10-55mm.
Ao conectar a lente na câmera, você deve posicionar o zoom da lente no máximo, isto é, nos 55mm. Tendo em vista que não possuo o anel de ajuste de zoom para essa lente, e compatível com a minha caixa estanque, o objetivo é registrar imagens de seres menores, logo, manter o zoom nos 55mm já resolve.
Não podemos esquecer de manter o auto-focus ativo, pois facilita muito na hora de fotografar.
No passado cheguei a testar o uso desse filtro em uma lente 50mm com f 1.8, sendo ótima porque é uma lente clara, mas pelo menos com o meu domo, ela não funcionou porque não conseguia focar. Há quem diga que utilizando grandes domos é possível utilizar essa lente, mas como meu domo é do tipo micro e nunca fiz o teste com um domo maior, não posso afirmar que a coisa funciona.
De qualquer forma, com o meu micro domo com a lente 18-55mm e o filtro close-up +10, posso afirmar que o sistema funciona e gera boas imagens.
Obviamente, fica difícil obter resultados idênticos quando comparamos o uso deste sistema com uma objetiva só de close-up, mas certamente, você conseguirá realizar bons registros gastando pouquíssimo.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



