Grécia permitirá mergulho em naufrágio com mais de 2 mil anos

Próximo à ilha grega de Alonissos estão os restos de um grande e antigo navio de carga que modificaram a concepção dos arqueólogos sobre a construção dos barcos na antiguidade. Agora, esse espetacular achado vai se tornar o primeiro naufrágio a que terão acesso tanto o público e os praticantes de mergulho.

O rico acervo submarino da Grécia se manteve oculto, fora dos limites para a maioria das pessoas e acessível a poucos. Isso porque o mergulho recreativo em determinados locais foi proibido até 2005, por medo que os inúmeros tesouros esparramados no fundo do mar pudessem ser saqueados.

Naufrágio do século 5º a.C.

O primeiro naufrágio com acesso liberado é o Peristera, que recebeu o nome da ilha inabitada em frente a Alonissos, onde o navio foi descoberto no começo dos anos 1990. A embarcação estava carregadas com milhares de ânforas, provavelmente cheias de vinho, quando afundou no final do século 5º a.C. Apenas a carga “sobreviveu”, já que a madeira do barco se desfez há muito tempo.

Milhares de ânforas, intactas em sua maioria, estão estendidas em camadas. Elas são habitadas por peixes, esponjas e outras criaturas que agregam cor e vida ao lugar.

Mistérios

O naufrágio mantém alguns mistérios. Apenas uma pequena parte foi escavada, e especialistas e ainda não descobriram como ou porque o navio afundou, ou ainda, que outros tesouros ele poderia estar carregando além das quase 4 mil ânforas encontradas. Há indicações de incêndio a bordo, mas não está claro de que maneira isso contribuiu para a embarcação ter naufragado.

O primeiro teste para turismo guiado para o naufrágio que está entre 22 a 28m de profundidade, foi feito no último fim de semana com um pequeno grupo de mergulhadores. Em terra, o grupo recebeu uma explicação com informações históricas e regras para o mergulho antes de percorrer um curto trecho de barco a partir do pequeno porto de Steni Valla, em Alonissos.

Novos testes serão realizados neste verão e a expectativa é que a área estará aberta aos turistas no início de 2021. Três outros navios no Golfo Pagasético também devem ser incluídos no projeto.

Por:

Redação

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