Lusitânia: Morre milionário dono do segundo maior naufrágio do mundo

O milionário ex-proprietário e norte-americano proprietário do naufrágio Lusitânia, na costa sul da Irlanda, morreu aos 91 anos, no início desta semana, vítima de um câncer.

Ele morava no Novo México e estava com problemas de saúde nos últimos meses.

Apenas no ano passado, Gregg Bemis doou os destroços do naufrágio para uma entidade que mantém o museu sobre o Lusitânia, o Old Head of Kinsale, sem fins lucrativos, e que apresenta a exposição mais detalhada do mundo sobre o naufrágio que pode ter levado os Estados Unidos para a 1ª Primeira Guerra Mundial.

No 104º aniversário da tragédia, durante uma cerimônia especial no pub The Speckled Door em Kinsale com a participação de algumas pessoas que assistiram horrorizadas a tragédia em 1915, com o afundamento do grande navio atingido por um torpedo oriundo do submarino alemão U20.

O empresário americano doou também vários artefatos recuperados ao longo dos anos em que ele mergulhou no local dos destroços, cujo objetivo principal era determinar a causa do afundamento tão rápido da embarcação.

Gregg Bemis.

Uma causa

Em 1968 o empresário passou a ter interesse nos destroços e em 1982, tornou-se o único proprietário com direito e autorização para resgate dos artefatos.

“Quero resolver o mistério da segunda explosão que causou o afundamento tão rápido com tanta perdas de vidas e levar ao museu, alguns dos artefatos do segundo naufrágio mais famoso da história depois do “Titanic”, ressaltou.

Após inúmeros mergulhos, em 2014 Bemis alertou que as condições de mergulho impossíveis frustravam as tentativas contínuas para determinar o que causou a segunda explosão catastrófica.

O Lusitânia

O RMS Lusitânia afundou cerca de 18km da costa de Cork em 7 de maio de 1915, depois de ser atingido por um único torpedo, no entanto, uma segunda explosão no interior do navio minutos depois, acelerou o afundamento.

Com o relato da segunda explosão, surgiu um mistério sobre o motivo da segunda explosão, como teorias de que o navio estaria transportando munição.

Oficialmente morreram 1.198 pessoas e pouco mais de 700 foram salvas.

Por:

Redação

Se você possui algum conteúdo relacionado ao mergulho e acha que pode ser interessante dividir com outros mergulhadores ?

Clique aqui para entrar em contato conosco e enviar o conteúdo a principal revista eletrônica sobre mergulho do Brasil.

Veja também: