Recentemente uma equipe de pesquisadores da área de medicina hiperbárica e fisiologia da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, divulgaram os resultados do estudo sobre as máscaras do tipo Full Face para snorkeling.
Alguns profissionais do mercado associam essas máscaras com acidentes. Outros afirmam que elas podem os usuários sob risco, porque gerariam altos níveis de CO2, e consequentemente, intoxicação, apagamento e morte do mergulhador.
Pelo menos duas pessoas nos Estados Unidos resolveram tentar proibir a venda dessas máscaras ingressando com ações judiciais, mas até o momento, ninguém forneceu provas convincentes.
Resultados
Um webminar foi realizado pela DAN recentemente com a Dra. Rachel Lance, que é PhD em Engenharia Biomédica, que explicou em detalhes, como foi realizado o estudo.
Foram observados três aspectos:
- Circulação inadequada de gás no interior da máscara, observando a possibilidade de altos níveis de CO2 e baixos níveis de O2;
- Dificuldade de remoção da máscara, sendo analisado o tempo para a remoção e se a pressão no interior dela poderia afetar uma remoção emergencial pelo mergulhador;
- Pressão no fluxo de gás: Stress respiratório e altas pressões para inspiração e expiração.
Segundo a Dra., todas as máscaras proveram a troca gasosa (O2 / CO2) de forma eficaz, mas com desempenho inferior ao snorkel tradicional.
Em relação à pressão da máscara no rosto do mergulhador, todas atuaram de forma eficaz, mas alguns modelos apresentaram uma diminuição de pressão quando havia um pouco de água no interior da máscara.
Apesar de todos os testes, não foi possível afirmar categoricamente que todas as máscaras do tipo Full Face para snorkeling sejam 100% seguras, até porque se eles afirmassem isso, certamente correriam o risco de serem processados, contudo, eles afirmam categoricamente que esse tipo de máscara não pode ser tratado como um produto do tipo “smoking gun”, que na tradução, seria uma evidência ou conclusiva, que essas máscaras de faro causaria o acúmulo de CO2 e fosse a causa para a morte de alguns mergulhadores acidentados.
Não há indícios de que esse tipo de máscara ofereça algum tipo de risco ao mergulhador, porque todas os modelos testados, inclusive as de baixo valor e sem marca, permitiram a troca gasosa com fluidez, passando em todos os testes.
Em alguns modelos, foi detectado que o fluxo de gás caminha de forma diferente ao anunciado, mas nada que interferisse para uma respiração eficaz.
Assista ao webminar com todos os detalhes sobre o estudo realizado
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