Mergulhador “Tranqueira”

No dia a dia, a palavra “tranqueira”, tem sido aplicada a uma grande quantidade de objetos sem importância.

Exemplo: bagulho, lixo, objetos que não prestam, objetos desnecessários e etc.

No caso do mergulho, o apelido “mergulhador tranqueira” é dado à pessoa que carrega consigo, uma grande quantidade de objetos para baixo d’água, e que muitas vezes, são desnecessários para o mergulho em si.

Se realizarmos uma visita até uma loja de mergulho, encontraremos inúmeros objetos para que o mergulhador possa levar consigo para baixo d’água. Muitos deles visam em tese, a segurança e/ou algum trazer algum tipo de benefício, conforto e etc.

Nas lojas de mergulho dos Estados Unidos, por exemplo, há dezenas de itens desnecessários ao mergulho, mas sendo este país um grande consumista, é normal a grande quantidade de mergulhadores parecendo uma árvore de natal antes de cair na água, e quando retornam, sempre o comentário… perdi um equipamento…

Nossa atividade envolve uma série de equipamentos e itens agregados, dentre os quais, possuem um valor relativamente alto se compararmos com outras atividades, e perder qualquer coisa embaixo d’água, é uma coisa desagradável.

Quanto mais objetos levados no mergulho, mais fácil será perdê-los, e além disso, esse excesso de equipamentos atrapalham o mergulho em si, onde deveria ser uma atividade para o relaxamento pessoal.

Mais itens significa mais peso e ter que estar mais atento na equipagem. Muitas vezes, um mergulhador acaba sendo inconveniente ao ficar pedindo ajuda à alguém próximo na embarcação para que pegue seus apetrechos, enquanto os demais o aguardam fritando embaixo de um sol escaldante e com ondulação balançando o barco.

Dê preferência para um mergulho com o menor número de itens possível, pois assim, você realizará um mergulho mais tranquilo e relaxante.

E você… é um mergulhador tranqueira ?

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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