Moçambique – Uma aventura selvagem com mergulhos

Foto: Jean Pierre Giraudeau

Se você sonha em mergulhar com a maioria dos grandes animais que atraem a mente dos mergulhadores, nosso convite é ir para Moçambique. O saldo de espécimes avistadas em 11 dias de mergulho foi surpreendente. Estou falando de ver mais de 8 tipos de tubarões dos mais agressivos aos mais dóceis.

As grandes mantas e mais 5 tipos de raias, Gigantes Brindlebass Grouper, Potato Grouper (Garoupas), Octopus, cardumes gigantes de peixe como barracudas, atum, king fish e as maravilhosas “cleaning station” com seus milhares de tipos de peixe coloridos a serviço dos outros animais. Um spa maravilhoso para os animais e que transmite muita paz para quem fica admirando. Abaixo vamos detalhar os melhores pontos para avistar cada animal citado acima.

Tudo começou

Esta viagem começou quando conhecemos uma mergulhadora norueguesa em Providencia (Colômbia) que viaja o mundo há mais de dois anos. Ela já mergulhou inclusive na Antártida e compartilhou conosco uma lista dos melhores lugares que mergulhou e lá estava Moçambique.

Começamos a planejar esta viagem em novembro de 2017 e foi bem difícil porque existem poucas informações sobre mergulho e os lugares de mergulho ou hotéis não respondem ou demoram dois meses para responder depois de muitos e-mails enviados. Mas valeu cada minuto investido em descobrir os melhores lugares para visitar, dive centers e hospedagem.

A coisa engraçada é que seremos obrigados a fazer uma nova viagem para Moçambique e terminar de rodar a costa do pais até a Tanzânia, mas isso será uma nova história vamos deixar para 2019.

O resumo do itinerário, que rodamos percorremos durante 17 dias de viagem e 2.500Km de carro, foram os seguintes locais visitados na África do Sul: Durban, Sodwana Beach, Kosi bay e em Moçambique: Ponta de Ouro, Praia de Zavora, Praia do Tofo e Maputo, além de vários vilarejos.

1° Ponto de mergulho: Sodwana Beach

A viagem começou em Durban, onde alugamos um carro e seguimos para o ponto mais recomendado de mergulho da África, Sodwana Beach. Como nem tudo que planejamos e estudamos é o que mais gostamos, vamos direto ao ponto, não recomendamos desperdiçar seu tempo e nem dinheiro com este local, na próxima seguiríamos direto para Moçambique. Mas vamos falar um pouco do local e das vantagens e desvantagens. Ficamos tristes em ter que começar a descrever a viagem falando mal dos lugares, mas precisamos compartilhar as experiências.

Foto: Jean Pierre Giraudeau

No caminho até Sodwana Beach as estradas são bem sinalizadas, parte pista dupla e outra pista simples, com bastante pedágio. Mas o incrível foi pegar uma estrada vicinal e atravessar um parque Nacional famoso de Rinoceronte (Hluluwe) e poder avistar da estrada os rinocerontes, girafas, zebras, gazelas e ory foi espetacular.

O mergulho em Sodwana fica em um parque Nacional chamado Sodwana Bay National Park. A paisagem é bem selvagem e bonita. Para entrar no parque e mergulhar você tem que pagar todos os dias por cada passageiro e pelo seu carro (valor aproximado de 150 rands). As saídas de mergulho e a operação acontecem em barracas na praia. O mar é bem agitado e a saída é feita com Zodiacs da praia.

Mergulhamos no primeiro dia no Ponto Bikini e Mellow Yellow. Nada demais. Visibilidade em média de 15m, 25°C de temperatura da água e vimos poucos cardumes de peixes.

No segundo dia de mergulho fomos para 7 milles. O local é bonito e existe grande quantidade de peixes. Avistamos algumas raias, uma tartaruga e dois tubarões Reef Shark.

Usamos a Coral Divers para mergulhar, mas existem outras operadoras na mesma praia e há poucos metros uma da outra.

Referente a mergulhar em Sodwana, o ponto de mergulho mais interessante é o ponto com os tubarões, mas infelizmente a Coral Divers não estava autorizada para mergulhar neste ponto nos dois dias que mergulhamos. Confesso que ficamos decepcionados com este acontecimento porque houveram muitos e-mails da nossa parte pedindo para mergulhar com tubarão e não foi avisado em nenhum momento que não faríamos os mergulhos no dia programado. Somente tivemos a informação no dia. Outra escola que foi mergulhar neste ponto nestes dias. Mergulho com uma profundidade máxima 24m e quase sem corrente.

Dica importante, se quer mergulhar em Sodwana no ponto famoso de tubarão, precisa certificar-se do dia permitido da escola que escolheu mergulhar.

Outro ponto que pesou negativo na Coral Divers foi o atendimento dos Staffs. Eles não são muito simpáticos e não muito eficazes. Fazem estritamente o necessário. Nos mergulhos não se preocupam em mostrar nada, apenas acompanhar e só. Um mergulho muito lento, muito lento mesmo, parecia filme em câmara lenta.

Como o mergulho acontece dentro de um parque natural, não há construção em volta, o que por um lado deixa mais selvagem, mas por outro, dificulta o acesso a saída de mergulho. Implica pegar o carro, pagar a entrada do parque e andar 500m até as barracas das operadoras.

Ficamos hospedados no Sodwana Bay Logde o atendimento é supersimpático e prestativo.

Rumo ao 2° lugar de mergulho em Moçambique

Chegar em Ponta de Ouro já é uma grande aventura. A viagem de Sodwana a Ponta de Ouro é de 115 km, aproximadamente 2h de viagem. Saímos de Sodwana após os dois mergulhos da manhã, almoçamos e pegamos a estrada. O que ninguém nos avisou é que a fronteira da África do Sul com Moçambique fecha às 17h em ponto. Chegamos 17:15h e não foi possível cruzar neste dia. Por sorte dormimos em Kosi Bay, santuário de hipopótamos da África, que fica perto da fronteira. Amanhemos olhando os hipopótamos há poucos metros do chalé em que ficamos.

Outra dica importante que ninguém nos deu no hotel e dive center em Ponta de Ouro, foi a situação das estradas para chegar até a Praia de Ponta de Ouro. As estradas estão sendo pavimentadas e somente é possível chegar na praia com carro 4×4. Conhecemos um casal de franceses que se aventuraram com seu Polo e quase destruíram todo o carro. A nossa sorte foi ter conhecido nossos vizinhos de chalé e que nos alertaram para esta situação, sugeriram que o hotel fizesse o transfer da fronteira até Ponta de Ouro.

Seguimos o recomendado paramos o carro do lado da África do Sul em estacionamento bem improvisado e atravessamos a fronteira às 8h. A fila de carro logo que abre é enorme e de pessoas querendo atravessar. Demoramos quase 1h para atravessar e corremos para o centro de mergulho para aproveitar o segundo mergulho da manhã.

Mergulhar em Ponta de Ouro valeu cada ruga, stress e nervosismo com a fronteira e estrada de terra. A cidade é pequena, toda com estrada de areia, existem gostosos restaurantes e hotéis para todos os estilos, mas nada muito chique.

Parecia que estávamos no nordeste da década de 40. Eu moraria neste lugar.

Falando do que interessa, o mergulho em Ponta de Ouro é maravilhoso. Dedicamos apenas dois dias para mergulhar em Ponta de Ouro, mas na nossa próxima viagem para Moçambique quero dedicar cinco dias.

Mergulhamos nos pontos Pinacollo, Blacks, Doodles. O ponto Pinacollo fizemos dois dias por ser o ponto dos tubarões. Sem palavras para descrever mergulhar no mesmo ponto junto com os Tubarões-Tigre, Touro, Galha Branca, Blacktip, Silvertip e Dusky. Todos muito curiosos e se aproximam dos mergulhadores. Infelizmente não apareceu nestes dias o Tubarão-Martelo, que é muito comum também neste ponto.

Foto: Jean Pierre Giraudeau

No mergulho não foi usado nenhuma isca para atrair os animais. O único meio de atrair foi esfregar a mão na corda que fica amarrada à boia de superfície que sinaliza ao barco o ponto que estamos no fundo. Os tubarões totalmente selvagens e sem isca se aproximam dos mergulhadores.

Nos demais pontos o fundo é muito bonito, repleto de corais, peixes, tartarugas, moreias, frog fish. Tivemos o prazer de ficar amigo de uma grande garoupa que ficou conosco o mergulho todo e ficava colada em nós. Ela chegava tão perto que pedia carinho. Um animal inteligente e extremamente dócil. Pena que percebe o ser humano como um amigo e pode se tornar um alvo fácil para os pescadores. Mergulho com uma profundidade máxima 40m, visibilidade 12m, temperatura 26°C e pouca corrente.

Pegamos o transporte do Dive Center para a praia e de lá saímos com o Zodiac para os pontos de mergulho. A navegação demora em média de 30 a 40 minutos até o ponto. Usamos um cilindro de cada vez. Uma recomendação, seria combinar de levar dois cilindros e fazer o intervalo de superfície no barco, mas precisa ser negociado. O mergulho em Pinacollos custa mais caro que os demais.

Tivemos a sorte de conhecer Jean Pierre e seu grupo. Ele é um grande mergulhador francês e dono de uma operação na França e mestre de muitos mergulhadores. Ele com sua longa nadadeira parecia um peixe no fundo do mar e fez a gentileza de fotografar e compartilhar as fotos que fazem parte deste artigo.

Viagem para Zavora

A viagem de Ponta de Ouro a Zavora é de 580 Km, o tempo de viagem é de 10h. Zavora é uma das praias prévias a Praia do Toffu (100km ao sul). Um lugar super selvagem e pouco habitado.

Mergulhar em Zavora é ter somente seu barco percorrendo os pontos do mergulho. Por este motivo os animais não percebem o ser humano como predador ou que interfere no seu meio ambiente. Os animais se aproximam muito dos mergulhadores e conseguimos conviver pacificamente.

Mergulhamos em três pontos diferentes chamados Deep Reef, Mantas Reef, em Zavora. Foi o lugar com mais espécies de peixes, cardumes gigantes de barracudas, king fish, um grande número de garoupas, lagostas, dos grandes predadores whitetip, blacktip, silvertip, além de muitos peixes pequenos.

Tivemos a sorte de ver uma gigante Brindlebass Grouper de aproximadamente 2.5m de comprimento. Nosso dive master, mergulhador antigo da região, nunca tinha visto uma deste tamanho. Além da surpresa mencionada, avistamos a 1.5m de distância um gigante tubarão-martelo oceânico com mais de 4m de comprimento. Foi uma experiência indescritível ver este gigante se aproximar tão rápido de nós e ao perceber que não éramos sua refeição foi embora. Confessamos que ainda bem que não fazemos parte do seu cardápio.

O mergulho em Zavora é tão selvagem e pouco explorado que ficamos com a sensação de em qualquer momento aparecer algo novo.

Zavora é conhecida como o Santuário das Giant Mantas Rays. Existe um grupo de biólogos canadenses e americanos que tem sua base na praia para estudar as mantas. Geralmente os biólogos acompanham os mergulhos e explicam sobre o lugar e a vida marinha.

Um ponto desfavorável foi a visibilidade no período, influenciada por uma tempestade em Madagáscar.

Este mergulho aconteceu com uma profundidade máxima de 40m, visibilidade 12m, temperatura 26°C e pouca corrente.

A operação de mergulho é muito simples, mas eficaz e segura. Como acontece em outros pontos mencionados neste artigo, em todos os mergulhos saímos da praia usando um Zodiac e fomos até o ponto de mergulho. Como a distância é curta, aproximadamente 15/20 minutos até o ponto, fizemos o intervalo de superfície entre os mergulhos no hotel / dive center e aproveitamos e tomamos o café da manhã.

Mergulhar em Zavora passa a sensação de mergulhar em um lugar totalmente selvagem e pouco explorado. Lugar onde poucos estiveram e que realmente podemos sentir como é a verdadeira vida no mar. Zavora é conhecido como a antiga Praia do Toffu, hoje mais explorada e será nosso próximo ponto da viagem.

Foto: Jean Pierre Giraudeau

Praia do Toffu

Mergulhar no Toffu foi uma das melhores experiências da nossa vida. Podemos desfrutar no mesmo mergulho Giant Mantas Rays, Tubarão Baleia, White Tip Shark, Potato Group, Honeycomb moray eel.

A praia do Toffu é uma das mais badaladas de Moçambique. Toffu pertence a cidade de Inhambame, aproximadamente 30 km de distância. O charme do local são suas praias cristalinas, com água quente e repletas de coqueiros. Toffu possui mais movimento, com vários restaurantes e hotéis. A praia ao lado do Toffinho e pedras você anda praticamente sozinho na praia. O posto de gasolina, supermercado e farmácia ficam a 5km fora do vilarejo no caminho para Inhambame. As ruas do vilarejo são de terra ou areia. O que traz um ambiente mais selvagem para o local.

Um cuidado que deve ter ao mergulhar em Toffu é com a empolgação de ver tantas mantas. Logo no primeiro mergulho tivemos que pagar descompressão. A emoção de ver as mantas, descuidamos do computador. Como os mergulhos são na maioria fundos, a operação de mergulho é muito cuidadosa em relação a não termos que pagar descompressão, todos precisam comunicar quando faltam 2 minutos.

No primeiro dia fizemos o mergulho Giant Manta place, onde para a nossa alegria já encontramos duas Giant Mantas Rays, além de Potato Bass, Big Eye King Fish, Honeycomb moray eel, Red fany trigger fish, Bluespotted stinglay, Emperror angel fish, Spine tipped star fish, White tip reef shark, Potato Grouper, Big Eye trevally, Jenkins ray, Long fish, Bat fish, 1000 Jellyfish.

Mergulhamos a uma profundidade média de 27m e o mergulho durou 30min, Já o segundo 40min. Temperatura de 26ºC e visibilidade de 15m no primeiro e 10m no segundo. Além de encontrar na superfície um cardume enorme de golfinhos, Giant Mantas Rays e Flying Fish.

No intervalo de superfície em geral fizemos Sea Safari e procuramos os tubarões baleia e as mantas para fazer snorkell enquanto aguardamos o segundo mergulho que acontece após 1:30h. Todos os mergulhos fomos acompanhados por um biólogo ou grupo de biólogos que estuda as mantas e tubarão-baleia. Todos compartilham informações e nos auxiliam a conhecer melhor sobre estes animais.

No segundo dia fizemos os pontos Deggies e Office, encontramos, em ambos os pontos, novamente as Giant Mantas Ray, que ficaram nadando em volta de nós, algo que só quem viveu pode descrever. Além disso vimos Leopard Shark, Jenkins Ray, Emperol Angel Fish, Malabar Grouper, Unicorn Fish, Scorpion Fish, Honeycomb moral eel, Clow trigger fish, Giant King Fish. Mergulhamos  a uma profundidade média de 25m e o mergulho durou 37min e o segundo 54min. Temperatura de 26°C e visibilidade de 20m no primeiro e 15m no segundo.

Foto: Jean Pierre Giraudeau

Nosso plano inicial eram três dias de mergulho em Toffu. Tudo já estava organizado e pago do restante da viagem. Não aguentamos e acabamos ficando mais três dias. Toffu é muito especial pela vida no oceano, Moçambicanos simpáticos, praias selvagens e vários restaurantes para se deliciar.

Comer em Moçambique é ganhar alguns quilos. A culinária é saborosa, geralmente com Peri-Peri, molho de pimenta local, muito peixe e frutos do mar.

Desfrutamos desde um Paquistanês-Indiano que foi maravilhoso, com seu chef e proprietário super simpático que era um DJ famoso no Paquistão e largou tudo após se apaixonar pelo Toffu, ficando por lá mesmo. Comi o melhor bolinho sem glúten da vida. Até um restaurante japonês delicioso, no qual comemos desde sushi até um surpreendente vegetariano. Quem ficar em Toffu com certeza não morrerá de fome e acumulará muita energia para o mergulho.

No terceiro dia fizemos os pontos Outback e Giants, encontramos, em ambos os pontos, novamente as Giant Mantas Ray. Além disso vimos Reef Mantas, Malabar grouper, Bluefin trevelly, Spochled snapper, Big eye trevelly, Hawksbill Turtle, White eyed moray, Honeycomb moral eel e Whitebarred Rubberlip.

Mergulhamos a uma profundidade média de 29m e o mergulho durou 38min. O segundo 36min. Temperatura de 26°C e visibilidade de 12m no primeiro e 20m no segundo. Além de tudo encontramos na superfície uma Devil Rays.

No quarto dia fizemos os pontos Rob’s bottom e Marble Arch. Neste dia não encontramos as Mantas, mas em compensação encontramos um grande Whale Shark na superfície de 12m, todos puderam fazer snorkel e admirar este lindo gigante do mar. Apelidado de “pirata” pelo Bruno, por ter apenas um dos olhos.

No mergulho vimos Honeycomb moral eel, Geometria Moray eel, Yellow math Moray eel, Golden Moray eel, Spyne lobster, Humpack snapper, Big eye King Fish, White banded cleaner shrimp, Ostopus, Yellow snapper, Yellow goat fish, Five line snapper, Mudibranch, Banded snake ell, Yellow edged moray eel, Torpedo ray, Grey spotted gritar fish e Lion fish.

Mergulhamos a uma profundidade média de 28m e o mergulho durou 41min e o segundo 55min. Temperatura de 27°C e visibilidade de 12m no primeiro e 8m no segundo.

No quinto dia fizemos os pontos Outback e Mantas. Neste dia encontramos as mantas no mergulho e Whale Shark na superfície de 8m, e novamente todos puderam fazer snorkel.

No mergulho vimos Devil Rays, Guittar Shark, Honeycomb moral eel, Grouper, Golden Moray eel, Spyne lobster, Humpack snapper, Big eye King Fish, Ostopus, Yellow snapper, Yellow goat fish, Five line snapper, Yellow edged moray eel, Grey spotted gritar fish e Lion fish. Mergulhamos a uma profundidade média de 27m e o mergulho durou 40min e o segundo 52min. Temperatura de 26°C e visibilidade de 15m.

Em alguns pontos de mergulho a correnteza é bem forte, sugerimos levar luva para ficar agarrado nas rochas e nadadeiras grandes. Mergulhar em Moçambique é poder interagir e mergulhar com todos os animais que nos mergulhadores sonhamos e melhor um lugar ainda selvagem.

Nosso plano é voltar este ano para mergulhar com as Humpback Whales (Baleias Jubarte) nesta época podemos mergulhar com elas e seus filhotes. Os machos da espécie medem de 15m e as fêmeas de 16 / 17m.

Em Moçambique não existe uma legislação que proíbe o mergulho com as baleias.
Além de mergulhar também com os animais citados acima. Imagina no mesmo mergulho Humpback Whales, Tubarão Baleia, Mantas, Tubarões e vários peixes, e não vejo a hora de chegar outubro e cair na água.

Foto: Jean Pierre Giraudeau

Informações úteis

– Fronteira África do Sul (Kosy Bay) com Moçambique (Ponta de ouro) abre 8 e fecha 17h;

– Visto para PLP (países de língua portuguesa) pode ser feito na fronteira e é mais barato. Sugiro confirmar por que na Embaixada não haviam comentado e ao chegar na fronteira é fácil e mais barato;

– Só tem estacionamento para deixar o carro estacionado do lado da África do Sul (Bosy Bay) mas na volta você precisa pagar para alguém pegar seu carro e trazer até Moçambique para seguir viagem em Moçambique;

– Alugar 4×4 para acessar as praias de Moçambique;

– As estradas estão cheias de pessoas, vacas, cabras e até elefante cruzando a estrada. Dirija devagar e com cuidado.

– Cuidado com os carros e caminhões quebrados na estrada. A sinalização é feita com gravetos ou pedaço de árvores e o pior a maioria das estradas não tem acostamento;

– Não recomendamos dirigir a noite;

– Ao fazer a locação do carro você pode optar em pagar ou não a franquia. A taxa de fronteira você deve pagar, apesar de termos conhecidos pessoas que atravessaram e não foi solicitado o comprovante.

– Sugerimos fazer o teste da Malária na saída. O posto de saúde faz o teste gratuitamente e fecha as 16:30h. Só funciona durante a semana;

– Malária levar repelente forte e passar toda a hora. Levamos um kit de remédios caso alguém manifestasse os sintomas. Fomos picados por mosquitos, mas não tinham Malária;

– Nadadeiras grandes em Toffu devido a correnteza;

– Em Toffu geralmente o zodiac sai com dois cilindros para cada mergulhador (cilindro duplo). Não voltamos para a base no intervalo de superfície, que geralmente é de 1:30h, recomendamos levar protetor, boné, camisa UVA e claro seu snorkel para o Safari.

– Perto de Maputo os guardas param e pedem refresco. Sugestão é viajar com a carteira vazia somente com cartão de crédito e mostrar.

Colaboração: Jean Pierre Giraudeau

Por:

Valéria Drummond

Administradora de empresa, sócia da Potenciar Consultores e trabalha com desenvolvimento humano em empresas. Sua paixão e oxigênio para aguentar São Paulo é o mergulho, o mar e as experiências com os tubarões.

Mergulhou em vários pontos no Brasil, Colômbia, Honduras, Bonaire, vários pontos no Caribe, África, Egito, Portugal e ilhas e outros países. Ama compartilhar experiências.

Conhece mais 52 países, uniu a sua paixão por viajar com o mergulho e agora irá explorar vários pontos do fundo mar.