Um sinal incomum nos sonares motivou o envio de um drone subaquático, que revelou um casco de madeira de cerca de 30 metros de comprimento.
As condições extremas do fundo marinho, com frio intenso, ausência de luz e água quase imóvel, comprovam por que o navio se apresenta mais como um cofre fechado do que como um amontoado de destroços.
Esse ambiente limitado em organismos xilófagos também contribui para a preservação do casco e de parte da carga.
O naufrágio Camarat 4 é considerado recordista em profundidade para águas francesas e um laboratório exemplar para a arqueologia de grande profundidade.
O navio, datado do século XVI, conserva elementos estruturais, armamentos e uma carga quase intacta, permitindo estudar o conjunto da embarcação em contexto.
Foram identificados jarros cerâmicos decorados, pratos esmaltados de tonalidade amarelada, feixes de barras metálicas, canhões, uma âncora de grandes dimensões, panelas e possíveis instrumentos de navegação.
Esse conjunto indica um navio mercante armado, trafegando por uma rota movimentada e sujeita à pirataria e conflitos regionais.
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