Após diversas tempestades uma parte da carga do navio holandês Schiedam ficou exposta na costa da Cornualha, sudoeste de uma península do Reino Unido.
A embarcação naufragou em 1684 e foi localizada em 1971 por mergulhadores, a uma profundidade entre 4 e 7m, mas somente agora os pesquisadores têm acesso detalhado aos itens do navio.
Entre os objetos estão um par de granadas do século 17, enferrujadas, desgastadas e com um pouco de mármore decorativo. Explorações anteriores mostraram que o navio tinha um arsenal de armas, como canhões de ferro e rodas de carruagem.
Ao longo dos anos, os pesquisadores aproveitaram para captar imagens em 3D dos destroços, mostrando mais detalhes do naufrágio.
Segundo especialistas, Schiedam começou a ser usado nas Índias Orientais em 1600, e posteriormente, capturado por piratas enquanto levava uma carga do norte da Espanha. O navio foi recapturado por uma equipe inglesa e levada para Cádis, onde os itens foram vendidos.
Antes de afundar, Schiedam realizava o transporte de munição da Marinha Real Britânica para uma colônia ao norte da África. O naufrágio aconteceu em 4 de abril de 1684 durante uma forte tempestade e acredita-se que moradores saquearam a maior parte dos destroços.
“O Schiedam é um naufrágio fascinante porque estava carregando mercadorias da colônia inglesa do Tânger (Marrocos) e que havia sido abandonada aos mouros”. Ele representa um momento crucial na história porque o fracasso de Tânger levou os ingleses a procurarem Bombaim. Se os ingleses tivessem conseguido abrir o comércio com o norte da África e focar seus interesses no Mediterrâneo ao invés da Índia, o mundo seria bem diferente de hoje”, disse David Gibbons, da Cornwall Maritime Archaeology, entidade de arqueologia marítima inglesa responsável pelas pesquisas.
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