Mergulhadores e arqueólogos divulgaram a descoberta de um navio romano naufragado por volta dos séculos 2 e 3 d.C na ilha de Kasos, Grécia, no extremo sul do Mar Egeu.
A descoberta é fruto de uma pesquisa realizada entre setembro e outubro de 2020 pelo Ministério da Cultura e dos Esportes da Grécia em parceria com Instituto de Pesquisa Histórica do Instituto Nacional grego.
A embarcação é composta em grande parte por ânforas, principalmente do estilo “Dressel 20”, como eram chamados os recipientes que guardavam óleo e fabricados em oficinas de cerâmica na Espanha durante os séculos 1 e 3 d.C.
Também foram encontradas ânforas africanas produzidas entre os séculos 2 e 3 d.C. em oficinas de cerâmica da África Proconsular (trecho do norte da África que esteve sob o domínio de Roma), mais especificamente onde hoje fica a Tunísia hoje em dia.
A julgar pelo conteúdo da carga, os arqueólogos estimam que o navio seja desse mesmo período, e a recente descoberta aliada a outros achados na região contribui no entendimento dos cientistas, sobre como era realizado o comércio internacional no Mediterrâneo há 1800 anos.
Os achados indicam que o lugar foi um centro de navegação com a troca cultural da Antiguidade até a Idade Moderna.
Segundo o comunicado à imprensa, 23 cientistas e técnicos com variadas especialidades realizaram mais de 100 mergulhos durante o ano de 2020, somando mais de 200 horas de trabalho de campo.
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