Atracado no porto de Santos desde 2008, o navio que pertencia a Universidade de São Paulo (USP) foi doado à prefeitura da Ilhabela em 2016 com objetivo de transformá-lo em recife artificial, mas de forma inesperada, a prefeitura mudou de ideia e levantou a possibilidade absurda de transformar a embarcação em um museu flutuante.

Anos se passaram e o município de Ilhabela gastou mais de R$ 2 milhões entre os anos de 2017 e 2019 para manter a embarcação no Porto de Santos (CODESP), em razão dos serviços de manutenção e zeladoria. Além disso, a CODESP afirma ter ingressado com uma ação contra a Prefeitura de Ilhabela para cobrar taxas de atracação e permanência da embarcação no Porto, chegando ao montante de R$ 457.000, sem contar com juros e correção.

O problema aumentou ainda mais com a abertura de uma ação judicial movida por uma instituição de interesse público junto ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT), com objetivo de tombar a embarcação, fazendo com que todos os trâmites fossem paralisados.

Destino final para o navio

Antes mesmo de completar um mês no cargo como prefeita de Ilhabela, a nova prefeita Gracinha Ferreira, homologou o termo de doação do navio Prof. W. Besnard para o Instituto do Mar (IMAR), que passa a ser o responsável pela embarcação abandonada no Porto de Santos há cerca de 13 anos.

Resta saber com que dinheiro a embarcação será mantida como navio museu e quem será responsabilizado caso ele afunde durante o transporte entre o Porto de Santos e seu destino final, pois já existe um laudo técnico afirmando que o navio não possui condições para ser transportado devido aos inúmeros vazamentos no casco, e que inclusive, ele pode afundar a qualquer momento.

Por:

Redação

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