Novos artefatos maias encontrados na maior caverna alagada do mundo

No mês passado, pesquisadores do grande projeto do aquífero maia anunciaram a descoberta do maior sistema de cavernas subaquáticas do mundo em Yucatán, no México, ao confirmarem que dois sistemas de cavernas estavam conectados. Agora, revelam os resultados ao público.

“Essa imensa caverna representa o que há de mais importante em termos de sítio arqueológico submerso do mundo,” disse o arqueólogo subaquático e explorador do National Geographic Guillermo de Anda.

O sistema Sac Actun provavelmente forneceu água durante os períodos de seca severa. Ao longo do tempo, o nível da água subiu em torno de 90m de altura ao final da idade do gelo, inundando o sistema de cavernas e preservando os restos da megafauna extinta. Os seres humanos provavelmente não viviam nas cavernas, mas acreditamos que eles realizavam visitas frequentes em busca de água.

Foram encontrados mais de 120 pontos contendo artefatos, como gravuras de parede, cerâmicas e ossos humanos, alguns datando 12.000 anos. Um crânio humano, coberto com depósitos de calcário da água da chuva, foi datado com 9.000 anos de idade.

Hoje, os pesquisadores estão se preocupando com um problema que surgiu há poucas décadas: a poluição.

Com o aumento do número de edificações nas proximidades das cavernas, estão surgindo denúncias de empreendimentos que estão poluindo o aquífero, com o descarte de água contaminada de forma incorreta e criminosa.

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