O perigo dos Mini Cilindros vendidos em sites chineses

Isso já foi tema de artigo no Brasil Mergulho, mas diante do real perigo, volto a tocar no assunto.

Diversos sites chineses estão veiculando alguns anúncios de mini cilindros de mergulho para pessoas que “não mergulham”, como se fosse a descoberta do século, e chegando mencionar que qualquer um poderá mergulhar e respirar embaixo d’água com facilidade.

Pra piorar, afirmam que é possível realizar a recarga deles usando até três formas, sendo uma delas, uma bomba parecida com os modelos usados para encher pneu de bicicleta.

Esse tipo de publicidade é um grande problema, pois quem mergulha sabe que jamais se deve reter o ar inspirado sob pressão embaixo d’água, mas um leigo, não detém essa informação e naturalmente irá reter o gás em seus pulmões e acabar tendo uma embolia traumática pelo ar (ETA).

Uma embolia deste tipo poderá levar o usuário à morte em poucos minutos e ele nem saberá o que causou o grave acidente.

Estou vendo gente comprando estes cilindros pela bagatela de R$ 500 e sem ter ideia do que está comprando.

Na verdade, nem sabemos a procedência e o nível de segurança aplicado durante a fabricação desses equipamentos. Segundo os anúncios, esses mini cilindros chegam a suportar 200 BAR de pressão, mas será que são confiáveis ?

Diferentemente do famoso Spare Air, que já é comercializado há anos nos Estados unidos e de qualidade mais que comprovada, esses mini cilindros “chineses” são de qualidade duvidosa e colocam vidas em risco por causa da desinformação.

Mas como resolver essa questão ?

Por:

Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983, no autônomo em 1986 e Dive Master em 1990. Hoje é mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior. Também prestou consultoria para a ONU, UNESCO e diversos órgãos públicos no Brasil.