Até 2009, os cientistas acreditavam existir uma única espécie de raia manta (M. birostris – “oceânica”), quando uma segunda foi descrita (M. alfredi – “de recife”); ambas estão classificadas como vulneráveis na lista vermelha IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais). O Projeto Mantas do Brasil está em uma cooperação internacional de cientistas para decifrar a possibilidade de existência uma terceira espécie, latino-americana, que habitaria desde o Golfo do México até o sudeste brasileiro.

Animais com essas características já foram registrados em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, na Bahia e em Pernambuco. Os avistamentos de raias-manta em Noronha, antes extremamente raros, vêm se intensificando ao longo dos anos – são quase 50 registros de 15 indivíduos diferentes desde 2002, sendo um morto por enrosco no porto (comprovando o perigo atual). Ou seja, as mesmas mantas reapareceram em diversas épocas do ano, indicativo de que escolheram a região como seu novo lar.

Material genético de manta é algo extremante difícil de ser coletado. E mais uma vez a equipe do Mantas do Brasil conseguiu. Eles retornaram de uma visita a Fernando de Noronha com raras amostras de DNA do Marcão, um macho jovem e dócil, e que ajudará ainda mais na pesquisa sobre esta possível terceira espécie de raia-manta habitando a costa brasileira. O trabalho está avançando a passos largos desde que foi realizada  a necropsia – a primeira do Brasil – de um animal encontrado morto (evidente descarte de pesca) em Cananeia, litoral sul de São Paulo, em abril deste ano.

O Projeto Mantas do Brasil tem o treinamento e as autorizações necessárias para pesquisa da espécie, incluindo coleta de material biológico, em todo o país.

Colaboração: Mantas do Brasil

Marcella Duarte (Contato para imprensa)
marcelladuarte@gmail.com
(11) 97140-0740

Por:

Redação

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