Muitos mergulhadores utilizam a técnica de mergulho em cavernas para a realização de pesquisas científicas em si.
No mergulho de caverna é comum o uso de pregadores de roupa, como forma de sinalização ao próprio mergulhador que o posiciona no cabo de guia. Esta sinalização é pessoal e não há uma regra em sim. De fato, ele é um item importante na orientação do mergulhador.

Assim como o velho ditado “vivendo e aprendendo”, estive conversando com um experiente pesquisador de cavernas na França, é possível perceber as diferenças nas técnicas normalmente usadas nos mergulhos em cavernas, e um pequeno detalhe me chamou bastante a atenção… o uso dos pregadores com sinalização refletiva.
Normalmente os pregadores não possuem uma característica diferenciada, sendo apenas identificados por sua coloração, e em alguns casos, pelo nome do mergulhador escrito no pregador, o que muitas vezes acaba trazendo certa dificuldade na leitura do nome embaixo d’água, devido às pequenas dimensões que um pregador possui.
Alguns mergulhadores europeus passaram a adicionar uma pequena fita refletiva que facilita a visualização dos pregadores mesmo embaixo d’água.
Esta fita em si, é amplamente utilizada nas caçambas dos caminhões para “chamar a atenção” dos motoristas ao seu redor, pois com a incidência da luz sob a fita, produz um efeito de luz prateada, como os chamados “olhos de gato”.
Mas porque usar isso nos mergulhos em cavernas ?
Porque ao bater com um facho luminoso proveniente da lanterna sobre o pregador preso ao cabo guia, mesmo de longe, é possível avistá-lo mais facilmente, tornando o mergulho mais seguro e diminuindo o tempo de visualização do pregador pelo mergulhador.
Essas fitas são fabricadas pela 3M e podem ser facilmente encontradas em lojas de autopeças ou nas chamadas “Casa da Borracha”, muito comuns nos grandes centros.
Para colocá-lo no pregador, basta apenas cortar um pedaço desta fita de forma que caiba nas laterais do pregador, e colar no mesmo.

É um procedimento simples, e quem mergulha em cavernas sentirá a diferença na hora de avistá-lo embaixo d’água.
Se você tem alguma outra dica, entre em contato conosco, pois um detalhe como o mencionado acima, pode fazer uma boa diferença em nossos mergulhos.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



