Barcelona é um dos destinos mais visitados pelos turistas que visitam a Espanha.
Ela é a capital da comunidade autônoma da Catalunha, com várias catedrais modernas, uma boa gastronomia e um ambiente cultural incrível.
Numa oportunidade recente, pude conhecer de perto alguns pontos de mergulho da região, porque a Espanha também possui muitas possibilidades em mergulhos.
Apesar de ser possível mergulhar durante todo o ano, a melhor época para mergulhar em Barcelona, vai de março a dezembro.
Normalmente a maioria das operadoras param suas atividades durante o inverno para férias e a temperatura externa é bem fria, afastando bastante os mergulhadores, sendo os meses de julho a setembro os melhores para a prática do mergulho em si.
Como fui em pleno inverno, não tive tanta sorte quanto a temperatura e visitbilidade.

Se você pretende aproveitar uma viagem por lá e quer mergulhar, é preciso ter em mente, que é necessário ter um pouco mais de tempo, porque os pontos de mergulho não ficam necessariamente próximos da cidade de Barcelona. Normalmente as operadoras levam os mergulhadores em transporte coletivo para uma região mais ao norte, conhecida como Costa Brava, ficando a 1h e pouco da cidade de Barcelona.
Por lá encontramos Lloret de Mar, um dos pontos de mergulho mais visitados pelos mergulhadores, bem como la Roca Muladera, que abriga montanhas submersas com um canal entre elas, onde a profundidade varia entre 0 e 25m.
Pecio Boreas, em Palamos, é um pequeno naufrágio que foi apreendido pelas autoridades por causa do tráfico de drogas na década de 1980 e posteriormente afundado. Ele se encontra aos 30m de profundidade, sendo considerado um dos melhores ponto de mergulho da região.
Já na parte ao norte de Palamos, Llafranc abriga los Ullastres, um dos melhores pontos de mergulho de “Barcelona”. São três pináculos subaquáticos encontrados próximos. Sua topografia incrível faz deste local o sonho de qualquer fotógrafo submarino. A face norte das formações está coberta de gorgônias de cor vermelha brilhante.
Parte de uma pequena reserva em frente à costa de Cap de Planes, las Illes Formigues estão cheias de vida. Estas pequenas ilhas que afloram na superfície, mas com muita coisa a ser vista pelo mergulhador, como os canhões cheios de gorgônias, moreias, grande variedade de nudibrânquios.
Nas ilhas Medes também são ótimas para mergulhar, e onde encontramos a Cova del Dofí (Cova do Golfinho), com uma caverna em formato de catedral onde se pode nadar. Possui uma entrada aos 8m de profundidade e uma saída aos 15m. Ela atravessa parte da ilha

Destinos mais distantes
Cap de Creus é um parque natural marinho e terrestre com 13.866 hectares.
Em Tarragona, ao sul de Barcelona, também há vários pontos de mergulho com água cristalina e lotada de nudibrânquios.
Viajando de ferry ou pegando um voo, encontramos as Ilhas Baleares, que são Ibiza, Menorca e Mallorca, destinos fantásticos, mas que infelizmente ainda não tive a oportunidade em conhecê-las, mas certamente, irei um dia, dada a beleza natural das ilhas e transparência das águas.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



