Rifaina – Mergulho em água doce e natureza ao redor

Quem pratica o mergulho regularmente, sempre fica com aquela vontade de conhecer novos locais para mergulhar, e visitar Rifaina não poderia ser diferente.

Rifaina é uma cidade localizada entre a divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, distante 490Km da capital paulistana, e que pode ser alcançada facilmente pela Rodovia dos Bandeirantes.

Na verdade, quando falamos dos mergulhos em Rifaina, estamos falando de mergulhar no Rio Grande, um rio que faz parte da Represa de Jaguara criada em 1971, e que hoje, abriga a Usina Hidrelétrica da Jaguara. A região foi inundada, formando um imenso lago com grandes cânions submersos, que com suas águas claras e com temperatura elevada, acabou se tornando uma grande diversão para os mergulhadores.

Segundo Murilo Freitas, instrutor e proprietário da operadora Rota do Mergulho, responsável pelas operações na Rifaina, o mergulho vem crescendo na região e recebendo cada vez mais mergulhadores que passaram adotar a região não só para o turismo, como um local para check-outs de cursos e treinamentos, em razão das facilidades que a região oferece.

Este ano estava me programando para mergulhar em Rifaina, quando surgiu o convite do instrutor “Quim” da Escola Narwhal de São Paulo, para ir com seu grupo de clientes no último mês de julho, viajando em um ônibus leito (“Bus-Cama”) com todo o conforto, espaço e segurança, tornando a viagem muito mais agradável e não ter que se preocupar com o transporte.

Saímos numa sexta-feira à noite e chegamos ao Parque Náutico da Jaguara na madrugada. Já no dia seguinte e logo após o café da manhã, nosso grupo rumou para a operadora e embarcamos na Chalana, um tipo de embarcação utilizado em rios e lagos, com grandes dimensões e espaço à vontade para todos.

Navegamos por duas horas até o primeiro ponto de mergulho, onde foi possível contemplar as belezas naturais da região e se “desligar” do ambiente estressante das grandes cidades.

 

Foto: Clécio Mayrink
Foto: Clécio Mayrink

 

Mergulhos

A região possui muitos cânions e oferece mergulhos para todos os níveis, onde a profundidade varia conforme o ponto de mergulho e pode alcançar os 50m.

Fomos contemplados com uma excelente visibilidade que ultrapassava os 20/25m, sendo muito comum para a época do ano (inverno). Com todos esses aspectos e a água com temperatura na casa dos 23°C, fui possível curtir bem os mergulhos.

Encontramos grandes formações submersas, onde em alguns momentos, passamos por grandes cardumes.

Avistamos alguns resquícios de “civilização” deixados para trás e que ficaram submersos em razão da inundação causada pela barragem.

Como a região possui muitos pontos de mergulho, há muita coisa pra ver e conhecer, e na ocasião, parte dos mergulhadores ainda realizaram um mergulho noturno nas proximidades da base da operadora.

Foram dois dias de mergulhos tranquilos e com direito a churrasco durante o regresso à base de operações.

Nosso grupo retornou à São Paulo no domingo à noite, conseguindo 100% de aproveitamento do final de semana. Como o mergulho é feito em água doce, ainda há a vantagem de não precisar lavar os equipamentos após o regresso, bastando apenas, deixá-los secando à sombra.

 

Foto: Clécio Mayrink
Foto: Clécio Mayrink

 

Dicas

Nosso grupo ficou hospedado no Parque Náutico da Jaguara, (GPS 20° 2.023′ S / 47° 26,213′ W) um grande clube à beira da Represa da Jaguara, e que possui o maior número de quartos à disposição dos mergulhadores na região. O local possui internet e estacionamento gratuitos, e além do belo visual da represa, você ainda conta com uma comida caseira e bom atendimento.

Na ocasião mergulhei com roupa seca, mas uma boa roupa de 5mm ou semi-seca, atende bem ao mergulhador. Além disso, a temperatura na região é bem mais alta que em São Paulo, e enquanto a temperatura na capital girava em torno dos 15°C, Rifaina estava quente e os termômetros marcavam 30°C.

A operadora Rota do Mergulho possui equipamentos para aluguel, inclusive, cilindros duplos, e dependendo dos objetivos, compensa mais alugar os equipamentos por lá e levar menos e levar menos coisas na bagagem.

 

Agradecimentos

Operadora Rota do Mergulho pelo atendimento – GPS 20° 4,553′ S / 47° 25,222′ W;

Escola e operadora Narwhal e Parque Náutico da Jaguara, pelo convite e apoio na realização dessa matéria.

 

Galeria de Imagens

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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