Tudo bem, exagerei no título, mas quem nunca imaginou encontrar algum objeto de ouro em uma praia ?

Hoje esse sonho não está tão distante, pois já existem detectores de metal para mergulho com pequenas dimensões e que também podem ser facilmente transportados durante o mergulho.

Como sou um amante da tecnologia, após os comentários de um amigo instrutor de mergulho, acabei realizando uma pesquisa no mercado e adquiri uma unidade de detector de metal subaquático. Antes da compra analisei algumas unidades disponíveis no mercado internacional e acabei escolhendo o modelo denominado Scuba Tector, da Quest Metal Detectors, empresa com sede na cidade de Lippenhuizen, na Holanda.

A empresa surgiu a partir da associação de pessoas de todo o mundo e interessadas em recuperar objetos perdidos, e atualmente essa associação conta com mais de 3.000 membros, onde 30% da receita obtida com a venda dos mais variados tipos de detectores de metais fabricados por eles, acaba sendo revertida em novas pesquisas para aprimorar os equipamentos comercializados pela empresa.

Dentre um dos destaques do Scuba Tector, era a profundidade máxima operacional, os 60m. Com isso, o equipamento torna-se muito versátil e pode ser usado pela grande maioria dos mergulhadores.

O produto possui 42cm de comprimento e pesa apenas 380g, permitindo um transporte fácil pelo mergulhador, com o uso da cinta de mão e uma pequena cinta em nylon, permitindo a fixação do equipamento em um colete equilibrador com o uso de mosquetões.

Esse detector utiliza uma bateria de Lítio com duração de até 14h e que pode ser carregada em qualquer porta USB, ou ainda, pelo carregador de parede que é enviado juntamente com o produto.

A parte da bobina, que é a responsável pela captação da variação magnética, ela possui 5×4 polegadas, e que percebendo qualquer variação magnética, faz com que um circuito eletrônico emita até 3 tipos diferentes de alertas: Luminoso, Sonoro ou Vibrante, que podem ser configurados de acordo com a preferência do mergulhador através de 2 botões no cabo do equipamento.

Sua caixa externa é ergonômica e bem resistente. A bobina possui um acabamento duplo de resina de epóxi, permitindo um ganho da sensibilidade e aumento no desempenho.

O Scuba Tector trabalha com indução de pulsos a 95Khz e outras duas características fazem dele, um equipamento bem diferente dos demais. Uma delas é o Tuning, uma configuração que permite deixá-lo em modo stand-by e religá-lo com alguns movimentos para cima e para baixo.

A outa é o RAIT, sistema responsável pela análise das informações captadas e que aprimorada a detecção dos objetos, informando ao mergulhador o aumento ou diminuição da captação magnética, facilitando bastante o encontro dos metais.

Há também a opção de configurar em até 4 níveis de sensibilidade da variação magnética captada, além do modo Snorkeling e Dive.

Primeiras impressões

Ainda não tive a oportunidade de testar o produto no mar, mas as primeiras impressões são muito boas. O produto é muito bem acabado e passa a impressão de ser bem resistente.

Comparando com os detectores normalmente encontrados no mercado, considero um produto de pequenas dimensões e prático.

Acho que o manual poderia ser um pouco mais claro nas informações, pois tive que mexer bastante nas configurações durante alguns bons minutos até aprender a realizar a configuração como desejava. Vale lembrar que as configurações utilizam dois botões na parte inferior do produto e cada sequência de aperto deles, configura o equipamento com uma determinada opção.

Uma capinha na cor alaranjada é envida já acoplada na área da bobina de indução, e tive que questionar ao suporte do fabricante se era para ser usada ou não durante o mergulho, pois o manual não informa este detalhe, e posteriormente o suporte confirmou que ela protege a bobina e que seria recomendável utilizá-la, realizando algum tipo de fixação extra através de uma fita ou abraçadeira (Tire Up) de plástico.

Aliás, acabei enviando três e-mails com questionamentos diferentes e no mesmo dia eles responderam sanando todas as dúvidas.

Com a capinha solta – Foto: Clécio Mayrink

Infelizmente o produto não está disponível no Brasil. Nos Estados Unidos ele custa em média U$ 169 e, no meu caso, chegou ao destino em menos de uma semana com frete gratuito e rastreamento pela UPS.

Muito em breve irei testá-lo na praia e publicarei aqui como foi o teste na prática.

Por:

Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e no autônomo em 1986, participando da primeira turma de Dive Master da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver e Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 30 anos de experiência em mergulho.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior, sendo uma referência em mergulho e naufrágios para diversas entidades como ONU, UNESCO e diversos órgãos públicos no Brasil.