Algum tempo atrás saiu em um fórum, uma discussão sobre a utilização ou não, do snorkel.
Esse equipamento faz parte do equipamento básico, sendo utilizado para facilitar a respiração do mergulhador, seja ele apneista ou autônomo, quando estiver na superfície. O snorkel permite que o mergulhador mantenha seu rosto virado para frente (ou para baixo) deixando respirar livremente enquanto estiver com a extremidade superior para fora d’água.
Em que situação o snorkel é utilizado ?
Normalmente o mergulhador autônomo fará uso do snorkel ao cair na água e nadar em direção ao costão da ilha ou até uma boia com a marcação do ponto de mergulho, por exemplo.
Em situações como essa, o snorkel irá ajudar na economia do gás no cilindro, que estaria sendo consumido durante a natação até o ponto de mergulho ou regresso para a embarcação da operadora.
Em uma eventual situação onde o mergulhador tenha grandes ondulações, ele irá permitir uma respiração mais adequada e evitará a possibilidade do mergulhador engolir água.
Cada caso é um caso…
No mergulho, a configuração de equipamentos é pessoal e não deve ser criticada.
Alguns mergulhadores são radicais ao tecer comentários sobre a configuração adotada por outros, quando deveriam respeitar as preferências de cada um.
A utilização ou não do snorkel, é pessoal, e essa preferência deve ser respeitada.
Quando falamos em Mergulho Técnico, o uso do snorkel é descartado. O mergulhador já desce com uma grande quantidade de equipamentos e não usará o snorkel na superfície. Além dele criar a possibilidade de “enrosco”, o mergulhador já leva consigo uma quantidade maior de gás, devendo respirar diretamente pelo regulador.
Se você é um mergulhador iniciante, mergulhe com o snorkel, e se achar que realmente não se sente bem com ele preso à sua máscara enquanto submerso, experimente mergulhar sem ele.
Um modelo interessante é o snorkel do tipo dobrável, pois ele permite que você coloque e retire mesmo estando na água, e em alguns casos, podendo ser guardado no bolso do colete equilibrador.
Tenha sempre em mente: O melhor mergulhador é aquele que mergulha e que não critica as configurações dos demais. Cada configuração é uma configuração e cada um tem a sua.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.




