A descoberta foi realizada durante um mapeamento realizado através do programa MAREANO, que mapeia a biologia e a geologia do fundo do mar. O submarino foi descoberto nesta primavera, mas só agora, foi possível ter uma possível identificação do naufrágio.
Quando o mapeamento da primavera foi planejado, os pesquisadores notaram algumas estruturas estranhas no mapa. A curiosidade levou os cientistas a retornar ao local para esclarecer se o que foi detectado, se tratava de uma estrutura geológica ou de um naufrágio que ninguém conhecia.
O projeto MAREANO é uma cooperação entre o Instituto de Pesquisa Marinha (IMR), o Serviço Geológico da Noruega (NGU) e a Autoridade Norueguesa de Mapeamentos. O objetivo é examinar minuciosamente o fundo do mar, e quando aparecem estruturas estranhas, elas acabam sendo examinadas em detalhes.
Ao retornar com um ROV, um naufrágio surgiu na tela da sala de controle, e não qualquer tipo de naufrágio: era um submarino.
“Não é muito frequente estar na sala de vídeo quando novos locais estão a ser investigados, mas nesta ocasião em particular a minha curiosidade foi despertada muito antes da plataforma de vídeo ser submersa na água”, afirma o engenheiro sénior Kjell Bakkeplass.
Durante a viagem, a probabilidade de se tratar de um naufrágio só aumentou. Os pesquisadores já haviam descoberto quatro outros destroços durante a navegação, e somente um deles era desconhecido.
Revelado pelo ROV
Os destroços que encontraram anteriormente a bordo do navio de pesquisa GO Sars, eram estruturas claramente visíveis no mapa detalhado que os pesquisadores do IMR e NGU usam quando planejam onde irão realizar a varredura. Enquanto os demais a bordo continuavam o trabalho de investigação de quais espécies vivem no fundo do mar daquela área, Bakkeplass começou a procurar informações sobre o submarino.
Dois submarinos desaparecidos
Depois de examinadas várias possibilidades e ter consultado alguns especialistas, incluindo a marinha norueguesa e britânica, ficou claro que se tratava de um submarino britânico. Mas exatamente qual submarino ainda era incerto. Poderia ser um de dois: HMS Oxley ou HMS Thistle. Um afundou pouco antes da Segunda Guerra Mundial e o outro durante.
“Com base nas fotos, ficou estabelecido que se tratava de um submarino britânico, e as informações disponíveis podem indicar que o naufrágio do HMS Oxley teria mais chances.
Após desembarcaram e contatarem especialistas em submarinos, o museu marítimo e alguns profissionais, o submarino HMS Thistle tornou-se a opção mais provável.
Uma segunda visita ao local confirmou ser HMS Thistle
A oportunidade de identificar os destroços surgiu quando o programa MAREANO partiu para o uma nova varredura este mês.
Túmulo de guerra
Sobre a última viagem do HMS Thistle sabemos que terminou em 10 de abril de 1940. Foi afundado por um submarino alemão e infelizmente dos 53 tripulantes sobreviveu.
“Naquela época, os navegadores usavam rumos além de esquadros. Não havia GPS. Isso significa que a posição para o naufrágio é imprecisa”, diz Bakkeplass.
Quanto ao HMS Oxley, foi afundado por engano por outro submarino britânico. Dois tripulantes sobreviveram, enquanto 53 morreram. Também é parcialmente desconhecido onde ele naufragou. Além da incerteza sobre a última posição na superfície, é impossível dizer algo sobre a distância que o submarino derivou desde o momento em que foi afundado até alcançar o fundo do mar.
Quanto HMS Thistle, ele repousa a uma profundidade de 160 metros fora de Rogaland, no sudoeste da Noruega. Por se tratar de um submarino afundado durante a guerra, a embarcação deve ser considerada um túmulo de guerra, de acordo com a lei marítima, a Marinha Real Britânica mantém o direito de propriedade.
Os outros seis naufrágios
Além do submarino encontrado, outros seis naufrágios foram observados durante a última incursão nesta primavera e apenas um deles era conhecido anteriormente.
“O naufrágio do navio cargueiro Azalea era conhecido antes de investigarmos a área com a plataforma de vídeo. Este navio afundou em março de 1990, a aproximadamente 8 milhas náuticas a NNW de Utsira. Três membros da tripulação de resgate morreram aqui”, diz Bakkeplass.
Todas as observações de naufrágios foram reportadas ao Museu de Stavanger, que é responsável pelos destroços encontrados nesta área. Além dos naufrágios, a pesquisa também encontrou alguns contêineres perdidos e outra curiosidade, o que se imaginava serem partes de um guincho antigo, provavelmente era um motor de avião, também da época da guerra”, diz Bakkeplass.
Imagens do submarino encontrado
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