Com frequência, vivo caminhando em locais da natureza ou em ruas das grandes cidades, levando sempre a mochila de fotografia / vídeo nas costas, com uma grande quantidade de itens para a captação de imagens e etc, e um dos grandes inconvenientes das câmeras DSLR ou mirrorless profissionais, é realmente o fator “peso” da câmera.
Caminhar com as mãos soltas, porém, com a câmera fixada pela cinta ao redor do pescoço, numa certa hora o pescoço começa a doer, e dependendo da quantidade de dias seguidos, o mau jeito e dores musculares no pescoço, serão frequentes e se tornam um transtorno para o fotógrafo / cinegrafista
Recentemente conheci uma solução bem interessante, que é um tipo de base fixada em uma das cintas da mochila. Ela permite “clipar” a câmera, deixando-a fixada com a lente virada para baixo. Desta forma, consegue-se caminhar com as mãos livres e sem precisar ficar carregando o peso da câmera com as próprias mãos, que com o passar dos dias, normalmente acaba gerando um enorme desconforto.
Pra evitar a possibilidade da câmera se soltar, a base possui um sistema de trava, e além disso, a própria cinta da câmera se mantém ao redor do pescoço do fotógrafo, porém, totalmente frouxa, não gerando aquele peso, e se a câmera viesse a se soltar, ela evitaria a queda do equipamento no chão.

Uso na prática
Decidi comprar um desses suportes ao ler alguns comentários de outros fotógrafos, e escolhi uma marca chinesa bem conhecida no mercado.
Pra utilizar o suporte, destaca-se uma base que é fixada na câmera através do parafuso que vai na rosca da base do tripé. A outra parte é colocada diretamente em uma das cintas da mochila. Ao encaixar a base fixada na câmera na base principal colocada na mochila, escuta-se um “click”, e pronto, automaticamente a câmera encontra-se fixada à cinta, bastando o usuário apenas empurrar uma pequena trava vermelha para o lado, e deixar sistema travado.
Para remover a câmera, é preciso empurrar a trava de segurança para o outro lado e pressionar dois botões para liberar o desencaixe total do sistema.
Realmente ficou bem melhor caminhar com a câmera fixada nesta base, porém, após 1h aproximadamente, passei a sentir um pouco de “dor” no ombro em razão do peso extra da câmera com a lente, que geravam aproximadamente 1.5Kg a mais neste ombro em si.
Tirando esse aspecto e o custo deste acessório, se você precisar usar um tripé de tempos em tempos, este sistema poderá ser um problema, pois ele não permite o uso do tripé sem a remoção da base que vai na câmera, justamente por usar a mesma rosca de tripé, normalmente encontrado nas câmeras fotográficas, e você terá que ficar tirando e colocando essa base a cada uso, mas se não é este o seu caso, pode ser um acessório muito útil, principalmente por deixar as mãos livres o tempo todo e você não precisar ter que caminhar segurando a câmera com as mãos.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



