Válvula de Cilindros de Mergulho

Também conhecidos como válvula de cilindro de mergulho, a finalidade principal deste equipamento, é permitir ou bloquear a passagem de gás do interior do cilindro para o meio externo.

 

Vista explodida de uma válvula K

 

Um pouco de história

Com o crescimento da indústria do mergulho, os equipamentos se tornam cada vez mais práticos, confortáveis e seguros. Há uma década atrás, era comum por exemplo, a utilização das válvula do tipo “J”, e com o passar dos anos, apareceram no mercado os modelos Y, H e K.

 

Válvula J

 

Antigamente, as válvulas do tipo “J” possuíam uma haste que permitia ao mergulhador fazer o acionamento da reserva durante o mergulho.

Essa válvula possuía um dispositivo que reduzia o fluxo de ar que ia para o primeiro estágio do regulador, com o intuito de avisar ao mergulhador que o gás estava acabando. Normalmente, isso ocorria quando a pressão interna do cilindro se encontrava entre 500-750 PSI, e seria o momento de retornar à superfície.

No passado, o manômetro de imersão raramente era utilizado pelos mergulhadores brasileiros, devido as dificuldades de aquisição e custo destes.

 

Válvula K

 

Com o aparecimento dos modelos Y,H e K, o dispositivo de acionamento da reserva foi abolido, ficando obrigatório a utilização do manômetro de imersão.

Quanto aos modelos Y e H, estes possuem duas saídas para o primeiro estágio, e normalmente são utilizados em casos específicos, onde se requer a utilização de dois reguladores.

Os europeus foram os idealizadores e usuários iniciais das válvulas com duas saídas para o primeiro estágio, devido aos problemas encontrados durante os mergulhos realizados em lagos localizados em grandes altitudes, em alguns países europeus.

 

Válvula H

 

As águas destes lagos são extremamente frias, e no passado, houveram diversos casos de reguladores congelando durante o mergulho, fazendo com que a indústria investisse no desenvolvimento de uma válvula diferenciado, lançando a válvula com duas saídas.

Muitos passaram à utilizar dois conjuntos de reguladores, que posteriormente, levou a indústria ao desenvolvimento reguladores apropriados para não congelarem.

 

Válvula Y

 

No caso das válvulas do tipo Y, raramente são vistos atualmente, pois este modelo não teve boa aceitação no mercado, devido ao formato e diversos problemas de fabricação. Já o modelo H, é muito comum em cilindros de 15 ou 18 litros.

Hoje em dia, devido ao formato e crescimento do mergulho no mundo, a válvula do tipo K acabou se tornando padrão de mercado, devido ao tamanho e robustez.

Quanto às diferenças entre as válvulas, há  um ponto importante: Os formatos DIN (Europeu) e Yoke (Americano).

Basicamente as diferenças entre os dois, está na forma de encaixe do primeiro estágio do regulador na válvula.

O modelo DIN ainda é pouco utilizado, porém, os adeptos do Mergulho Técnico preferem esse modelo, por ser mais seguro quando comparado com o modelo Yoke, onde dificilmente se tem problemas com estouro de o-ring, além do encaixe ser mais seguro.

 

Selo de Segurança
Selo de Segurança

 

Outro diferencial, está na utilização de válvulas DIN 300 BAR, que podem ser utilizados em cilindros com maiores pressões de carga.

No mercado encontramos também, os chamados Manifolds, que nada mais são, que duas válvulas  interligadas para uso com dois cilindros, formando o sistema de cilindros duplos, muito usados no mergulho técnico e caverna.

 

Torneira-Dupla
Manifold

 

Entre elas, há o que chamamos de Divisor, que tem como função, fechar a interligação entre válvulas, para ser usado num eventual incidente de vazamento em um dos cilindros.

Vale ressaltar, que para a segurança ao mergulhador, existe um pequeno selo de segurança que permitirá que o gás saia do interior do cilindro, caso o cilindro seja submetido à um excesso de pressão.

 

Cuidados com a válvula

  • Não deixe o cilindro bater com a válvula em algum objeto;
  • Ao fechar uma válvula, não force a manopla. Além de desnecessário, você estará danificando as partes internas do equipamento. Basta fechá-lo suavemente até o final;
  • Faça manutenção preventiva;
  • A cada manutenção, troque sempre os o-rings internos e o teflon de ajuste.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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Há pequenas diferenças entre os dois padrões, e normalmente os mergulhadores fazem a seleção, de acordo com o tipo de mergulho que realiza.

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