Na semana passada um instrutor de mergulho acabou morrendo durante um curso, em razão de um cilindro.
Diante do problema, a Inspectie SZW, empresa que ficou encarregada de investigar o acidente na Holanda, identificou a causa do acidente como sendo o uso de uma válvula incompatível com o cilindro de mergulho.
O instrutor do clube de mergulho em questão, estava ministrando um curso no complexo de piscinas De Meerkamp, e segundo um dos alunos, comentou que chegou a ver o instrutor sendo lançado no ar pela força da explosão. O instrutor foi ressuscitado por funcionários do local e levado para o hospital, mas acabou falecendo em razão dos ferimentos.
A investigação afirmou que o cilindro de mergulho em si, não explodiu, mas uma válvula foi ejetada com tamanha força explosiva, atingindo o instrutor e o lançando à distância.
O pescoço do cilindro possuía rosca interna G3/4, mas foi equipado com uma válvula com rosca externa M25 x 2. As roscas possuem características parecidas, mas na prática são diferentes e incompatíveis, permitindo que a válvula se solte sob pressão quando recarregado e transportado.
Apesar de várias publicações internacionais sobre a prevenção desse tipo de acidente, inclusive aqui no Brasil Mergulho, infelizmente esse tipo de problema continua ocorrendo.
O tipo de rosca a ser usada em um cilindro, normalmente encontra-se estampada em seu pescoço, e o da válvula próximo à rosca. Se houver alguma dúvida quanto à compatibilidade entre cilindro e válvula, o mergulhador não deve recarregar o cilindro e precisa levá-lo até um especialista para confirmar a compatibilidade.
No caso do acidente mencionado acima, assim como os demais, poderia ter sido evitado facilmente com a adoção dos equipamentos corretos e execução dos procedimentos de acordo com as normas.
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