Algumas pessoas não curtem muito viagens em grupo, eu mesmo sou uma delas, porém, quando relacionamos com mergulho, viajar em grupo tem algumas vantagens que podem fazer grande diferença.
Viagens em grupo oferecem muitas vantagens e oportunidades que você perde quando viaja sozinho, vejamos alguns aspectos:
Atividades e locais escolhidos por viajantes experientes
Quando planejamos uma viagem de mergulho em um destino desconhecido, muitas vezes é mais complicado saber onde estão os melhores pontos de mergulho, operadores, bons locais para comer e sobre a segurança.
Estando em grupo de viagem promovido por uma escola / operadora de mergulho, normalmente os condutores já conhecem o destino e você não perde tanto tempo com os melhores pontos e etc. Certamente eles levarão as pessoas no que há de melhor no destino.
Países onde a língua é muito diferente da nossa e/ou pela quase inexistência de pessoas que se comunicam em inglês, podem tornar a viagem mais complicada, mas tendo os guias das escolas / operadoras, esse problema é minimizado.
Mais econômico
Viajar tem seus custos, principalmente quando viajamos sozinhos.
Quando realizamos uma viagem em grupo, a reserva de um voo, um hotel ou ainda, as saídas de mergulho, por exemplo, tendem a ter um custo menor.
Lembranças em fotos e vídeos
Em toda viagem em grupo, sempre haverá mergulhadores registrando a viagem em fotos e vídeos, possibilitando ter essa troca de imagens, por ângulos diferentes.
Isso amplia as memórias da viagem em si, trazendo boas lembranças do que foi feito pelo grupo.
Relacionamento profissional e novas amizades
Sempre costumo dizer, que mergulho não é só o ato de mergulhar, mas viajar, conhecer outros destinos e pessoas. O mergulho é um esporte mais elitizado, normalmente encontramos pessoas de vários níveis, atuações e etc. Isso permite ampliar sua rede de relacionamento profissional e criar novas redes de amizades.
Suporte nas operações de mergulho
Quando se está mergulhando sozinho ou em dupla somente, você perde o suporte dos guias e dos demais mergulhadores, quando relacionamos com viagens em grupo. Sabemos que eventualmente, algum problema pode ocorrer e acabar ficando na “mão” pela falta de suporte dos demais.
Uma ajuda aqui, outra ali, um Tire-up necessário de última hora e, coisas do tipo que acabam ocorrendo durante uma operação de mergulho, por exemplo.
Quando estamos em grupo, normalmente os mergulhadores se ajudam e interagem mais do que quando saímos em uma operação com pessoas estranhas.
Conclusão
Como tudo na vida, viajar em grupo tem seus aspectos negativos e positivos, mas principalmente quando relacionamos com destinos muito distantes, em outra língua complicada ou com aspectos culturais bem diferentes dos nossos, a viagem em grupo muito provavelmente trará mais benefícios e segurança ao mergulhador.
É sempre bom avaliar esses aspetos e pesar os prós e contras em cada tipo de viagem que se deseja realizar.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



