Viajantes: Dólar e o Real

Uma das maiores dúvidas de quem está planejando viajar para o exterior, é a questão de entender a moeda mais usada no mundo, o Dólar… ou “dolar” ou US$ ou…. já começou a confusão.

Pegando um folheto na sua escola de mergulho, já nos deparamos com os pacotes de viagens com os valores em dólar. Na verdade, o pacote não será vendido na moeda americana, mas sim, em reais com referência ao valor do dólar no dia da compra do pacote.

Outro aspecto, é que o valor do dólar divulgado pelos meios de comunicação nunca são os mesmos passados no dia da compra do pacote de viagem. Isso acontece, porque o dólar utilizado pelas agências contemplam o valor da taxa de remessa, outras tarifas e impostos criados pelo governo brasileiro.

Bom, feita a conversão em real, o valor pode ser parcelado no cheque, cartão de crédito ou uma nova modalidade bem prática, que é o débito em conta corrente. Basta preencher uma autorização e pronto, todo mês será descontado diretamente em sua conta bancária. Com a compra feita em reais, o dólar já não faz mais parte da conta.

A próxima pergunta do viajante é: Quanto devo levar em dólar para a viagem ?

Para essa pergunta, não existe uma resposta concreta, pois isso é muito pessoal. Por exemplo, eu mesmo fui para Las Vegas e não gastei uma moeda nos cassinos, já outras pessoas, podem deixar alguns milhares de dólares devido à falta de controle nos gastos.

Para um melhor controle, é importante ver o que está incluso no pacote de viagem, como passeios, taxas, opcionais e o regime de alimentação, pois isso influencia muito nos gastos durante o período de viagem. Se o hotel que você irá se hospedar oferece o famoso sistema all inclusive (tudo incluso), o gasto com alimentação cairá consideravelmente. Se não há refeições ou se o pacote contemplar somente o café da manhã, conte um gasto médio de US$ 25 por refeição.

Outro item que varia de pessoa para pessoa, são os gastos com presentes, recordações e compras pessoais, principalmente, se os voos passam por paraísos de compras como Miami, Orlando ou Panamá. É certo que os gastos serão maiores, sem contar com as “encomendas”.

Para não levar muito dinheiro em “espécie”, temos o cartão de crédito e cartão de débito internacional, que cada vez mais vem caindo no gosto dos viajantes. O ideal é diversificar os modos de pagamento, pois cada um tem suas vantagens e desvantagens.

Dolar

Papel Moeda

É recomendável levar sempre um pouco de dólares na viagem, principalmente para trocar pela moeda local, pois há sempre os pequenos gastos com um táxi ou um sorvete, por exemplo, e se a localidade aceita o pagamento em dólar, é muito provável que o troco será dado na moeda do país visitado. Uma boa dica, é que mesmo em países onde o dólar circula, não é incomum notas de e até US$ 50 serem recusadas pelos comerciantes. Procure levar notas de valor inferior ou faça a troca no hotel, aeroporto ou banco, pela moeda local. Pelo risco de perder e de um furto / assalto, não deixe todo o dinheiro da viagem na mesma bolsa ou carteira.

Cartão de Crédito

O governo deu uma freada nesta modalidade de pagamento amplamente aceita no exterior, pois com o IOF de 6.38% sobre as compras realizadas no exterior, isso fez com que o cartão de crédito deixasse de ser a melhor opção. Outro problema bem atual nos dias de hoje, é que o fechamento do câmbio só é feito no dia do pagamento da fatura do cartão, e assim, não dá para saber o valor correto em reais que você irá pagar pela compra em dólares durante a viagem. Turistas que viajaram em um mês com o dólar em baixa, acabaram pagando uma conta mais alta no mês seguinte, devido a uma subida repentina dólar.

Cartão de Débito Internacional

Para quem não conhece ainda esse cartão, ele é um cartão carregado com dólares como crédito, assim como são os celulares pré-pagos. Ele é recarregável até pela internet e fácil de usar. Várias empresas estão trabalhando com a administração desses cartões, utilizando as principais bandeiras de crédito. É possível realizar saques em espécie em caixas eletrônicos no exterior. Na minha opinião, é seguro, prático e barato.

Cheques de viagem ou Travellers Checks

Pouco usados hoje em dia, há poucas empresas realizando a emissão desses cheques e poucas empresas aceitando essa forma de pagamento.

Compra e Venda

Por último, uma explicação bem sucinta sobre o comércio da moeda.

O dólar comercial é utilizado principalmente por empresas de comércio exterior. Já o dólar turismo, é o dólar que você compra nas casas de câmbio ou bancos, e o dólar paralelo, que não é o oficial e não é controlado pelo governo, é a moeda que passa pelos doleiros. Para todas as cotações, existe um valor para compra e para venda, ou o chamado spread.

Isso significa que se você quer comprar, vai pagar mais caro pelo dólar do que quando for vendê-lo.

No momento o dólar anda instável e não dá para saber se vai aumentar ou baixar, e o melhor para quem for viajar, é comprar um pouco por mês, e assim, fazer o chamado preço médio, pois dessa forma, não ficará nem caro e nem barato.

Boa viagem !

Por:

Sandro César

Sandro César do Nascimento também conhecido como "Sandrão", é Técnico em turismo, Guia de Turismo Nacional e Internacional, agente de viagens especialista em mergulho.

Mergulhador há mais de 25 anos, é instrutor de mergulho desde 1993, fotógrafo subaquático e diretor da Oxigenação Turismo, uma agência de turismo voltada também para o turismo de mergulho.

Veja também:

Órgãos públicos X Risco na compra de equipamentos de empresas fantasmas

Diversas denúncias indicam que empresas fatasmas estão participando de licitações sem estar dentro das normas da legislação vigente.

Compra de cilindro de mergulho usado – Um negócio arriscado

Muitos mergulhadores adquirem cilindros de mergulho usados, mas devem se atentar em alguns aspectos para não entrar em uma roubada.

Compras na grande loja em Nova Iorque – Vale a pena ?

Frequentemente os mergulhadores brasileiros comentam sobre uma grande loja nos Estados Unidos, mas há alguns detalhes que você precisa saber.

Sites do exterior e a venda de equipamentos no Brasil

Veja alguns aspectos e riscos das compras de equipamentos em sites de lojas no exterior, que uma pessoa pode ter.