Voltando ao barco – Cuidado ao subir as escadas

É muito comum retornar a embarcação após o mergulho e encontrar uma fila de mergulhadores se preparando para subir as escadas da embarcação.

Podemos dizer que o momento em que um mergulhador começa a subir a escada, é um momento crítico, pois acidentes podem ocorrer naquele instante.

Quando um mergulhador está subindo a escada do barco, os pontos de apoio são suas mãos e seus pés, sendo que as mãos dão o apoio necessário para manter o equilíbrio do mergulhador na escada, permitindo que ele consiga se manter em pé, mesmo com o balanço da embarcação. Caso não haja alguém dando apoio a este mergulhador, subir as escadas com o equipamento nas costas se torna mais complicado e aumentam as chances de um acidente acabar acontecendo.

Quando digo acidentes, me refiro a dois aspectos:

  • Queda do mergulhador que estava subindo as escadas;
  • Impacto no mergulhador que está atrás na água aguardando.

Quando o mar está agitado, o mergulhador que se encontra nas escadas necessitará de mais firmeza nas mãos e, muitas vezes, saber o momento correto de subir as escadas, para evitar um movimento inesperado da embarcação em sentido contrário, pois esse movimento aliado ao peso do equipamento nas costas do mergulhador, acaba jogando o mergulhador no sentido contrário ao movimento do barco. Caso isso aconteça, o mergulhador poderá não conseguir se segurar e acabará sendo jogado na água com muita força, podendo se machucar e até perder o contato direto com a embarcação, se houver alguma correnteza no local.

No caso daqueles que se encontram na água aguardando a passagem para a escada, esses por sua vez, deverão manter uma distância segura para evitar um possível choque pela queda inesperada do mergulhador que estava subindo, ou ainda, pelo possível impacto da escada da embarcação, devido ao balanço do mar.

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Sempre que você for retornar a embarcação de mergulho, mantenha uma distância segura do mergulhador à sua frente e procure dar preferência aos que necessitam de atendimento prioritário, como os idosos ou menos experientes, por exemplo.

Boas práticas tornam o mergulho mais seguro, agradável e livre de acidentes.

Por:

Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount IANTD, possuindo mais de 30 anos de experiência em mergulho, fotografia e vídeo subaquático.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008, sendo o idealizador do portal Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP).

Atuou na produção de diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior, sendo uma referência para a mídia, órgãos públicos no país e diversas entidades internacionais como a ONU e UNESCO, quando o assunto é mergulho em naufrágio.

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