Galápagos – O sonho de consumo de todo mergulhador

Foto: Clécio Mayrink

A primeira vez que vi alguém falar sobre Galápagos, foi ainda na escola, quando o professor explicou sobre a Teoria da Evolução das Espécies. Enquanto isso, documentários do Discovery Channel, sempre nos dão uma ideia do local, mas ver as ilhas Galápagos de perto, realmente não tem preço. É um paraíso perdido no Oceano Pacífico e com uma beleza rara terrestre e marinha.

O arquipélago

As ilhas foram adicionadas em dois mapas do século XVI (1569 e 1570), sendo chamadas de “Ilhas das Tartarugas” (Insulae de los Galopegos), sendo o primeiro morador, um irlandês chamado Patrick Watkins, abandonado por lá em 1807. O nome los Galopegos, é derivado das tartarugas endêmicas que vivem por lá.

Esse primeiro visitante passou dois anos plantando vegetais e trocava-os por rum com os visitantes. Em 1809, ele roubou um barco e fugiu para Guayaquil, no Equador.

O mais famoso visitante da ilha foi o jovem Charles Robert Darwin, que viajou no seu navio “H.M.S. Beagle” em 15 de setembro de 1835, permanecendo até 20 de outubro. Darwin visitou somente quatro ilhas durante 35 dias, realizando coletas de plantas e animais, assim como, observando a vida local.

Também conhecidas como Arquipélago de Colombo, as ilhas Galápagos são constituídas por 13 ilhas, onde apenas quadro delas são habitáveis. O arquipélago encontra-se à quase 1.000Km da costa do Equador, onde no passado, chegava-se até elas somente com grandes embarcações. Com a construção dos aeroportos, a chegada até as Galápagos ficou mais fácil, onde em pouco mais de 1h de vôo, chega-se em San Cristobal, umas das principais ilhas do arquipélago.

Galápagos foi oficialmente anexada ao Equador em 1832 e foi nomeada “Archipiélago del Ecuador”.

As ilhas têm origem vulcânica, com paredões submersos que descem até 1.000 e 3.000m de profundidade, estando sob uma placa que se desloca 30cm por ano, e que já se deslocou desde o ponto original, mais de 150Km segundo estudos. Atualmente a única ilha por lá com atividade vulcânica, é a ilha de Fernandina, que não é habitada.

Basicamente o arquipélago recebe três correntes de diferentes origens, tipos e temperaturas, e conforme a época do ano, Galápagos sofre uma influência maior de cada uma delas, onde no verão, encontramos águas com mais visibilidade e temperaturas mais altas, enquanto que no inverno, águas mais frias e temperatura mais baixas, porém, o encontro com o tubarão baleia é bem comum nessa época.

Há relatos de mergulhadores que estiveram durante o período do verão, e que também tiveram diversos encontros com os tubarões baleias, e a conclusão que se chega, é que é uma questão de sorte quando se mergulha por lá no verão.

No meu caso, sai de São Paulo em outubro deste ano com destino a cidade de Quito, no Equador, e em razão dos horários incompatíveis, tive que pernoitar na cidade Quito para pegar o vôo para Galápagos no dia seguinte.

Na manhã seguinte, fui para o aeroporto pegar o vôo para a ilha de San Cristobal, sendo preciso pagar uma taxa de U$ 10 ao órgão responsável pelo monitoramento e inspeção de bagagens destinadas para Galápagos. Esse controle é fundamental para que os seres de Galápagos, não tenham alterações de comportamento e alterem a forma de sobrevivência.

Como a melhor opção de live aboard, decidi conhecer o arquipélago utilizando a estrutura de live aboards do Buddy Dive, pois já conheço a estrutura e atuação deles em Bonaire, e a decisão foi realmente a melhor, pois não tive problema algum em todo o atendimento e sem dúvidas, eles possuem as melhores embarcações de mergulho por lá.

Um ponto importante, é quanto a aquisição da passagem entre alguma cidade do Equador e Galápagos. O limite de bagagem são de 23Kg, porém, o Buddy Dive possui um acordo comercial com a companhia aérea AeroGal, onde é possível transportar até 32Kg de bagagem, fazendo toda a diferença. Se contabilizarmos os equipamentos de mergulho com a roupa necessária para 9 dias de viagem, 32Kg são mais do que necessários. Esse é um ponto importante e que merece atenção especial na hora do planejamento da viagem.

Ao chegar em San Cristobal é necessário pagar uma taxa de visitação, pois Galápagos faz parte de um parque nacional marinho, e vale ressaltar, que turistas do Mercosul pagam metade da taxa convencional. Isto é, pagamos U$ 50 de entrada no parque, sendo necessário guardar o recibo para que você possa entrar nos museus e áreas turísticas. Esse recibo também será requisitado ao chegar na embarcação de mergulho.

Feito o pagamento e bagagens retiradas, fomos recebidos por um agente do Buddy Dive, e encaminhados ao hotel local.

Check-in realizado no hotel de frente para a praia, e fomos conhecer o pequeno centro de San Cristobal, onde encontramos um pequeno comércio local, onde é possível comprar algumas camisetas e souvenirs do arquipélago. O mais interessante, são os leões marinhos deitados nas calçadas, bancos das praças e em uma pequena praia local. Eles convivem tranquilamente com os moradores da ilha, sendo uma atração à mais para os turistas.

Nas proximidades, encontramos um museu que retrata a vida presente em Galápagos, e toda a história do arquipélago. Ainda dentro do museu, você verá um acesso ao Cerro Tijeretas, onde é possível ter um belíssimo pôr do sol e visual das ilhas.

Embarcando e mergulhando

Na manhã seguinte, após um excelente café da manhã no hotel, embarcamos no Wolf Buddy com uma excelente recepção da equipe do live aboard do Buddy Dive, onde foram passados os procedimentos de convívio, mergulho e emergencial.

Confesso que fiquei surpreso com o tamanho das cabines. Elas são espaçosas e dão um conforto total ao passageiro. Todas as cabines possuem ar condicionado central frio e quente, armários, banheiro espaçoso, TV e DVD para ajudar a passar o tempo enquanto estamos navegando entre um destino e outro.

Há diversas tomadas de três pinos (padrão americano), possibilitando a recarga de baterias dos equipamentos de vídeo e foto, por exemplo

Partindo de San Cristobal, fomos diretamente para uma ilha denominada Isla Los Lobos, para verificação de equipamentos, consumo de gás, demonstração de aquacidade aos dive masters, e principalmente, o ajuste de lastro, pois como há uma diferenciação na densidade da água, é comum o mergulhador necessitar de mais lastro para afundar, e como não podemos ficar na superfície realizando esse ajuste em razão do tipo de mergulho que é feito por lá, essa verificação antecipada é essencial.

Quando mergulhamos em Galápagos, antes de entrarmos na água, o mergulhador deverá estar com seu equipamento 100% pronto, pois em razão das correntes serem fortes, todo o grupo deve entrar na água ao mesmo tempo após uma contagem regressiva, para que todos consigam chegar ao mesmo tempo e local embaixo d´água. Se o mergulhador resolver se jogar na água e desejar ajustar algo em sua configuração, muito provavelmente não irá conseguir encontrar o grupo, e consequentemente, terá que abortar o mergulho.

O mergulho em Galápagos é recomendado para mergulhadores avançados e com um certo nível de experiência.

Outro aspecto importante, é que há uma preocupação especial com os mergulhadores, onde cada um, recebe um Nautilus Lifeline, um rádio / GPS de comunicação entre o mergulhador e as embarcações. Além disso, o mergulhador também recebe um Dive Alert e uma bandeira de sinalização.

Vale ressaltar que nas duas embarcações do Buddy Dive, cilindros S100 estão disponíveis para os mergulhadores que tenham um consumo maior de gás. Dessa forma, ele conseguirá acompanhar os demais mergulhadores mesmo tendo um consumo maior. Ou ponto, é que o Buddy Dive disponibiliza cilindros com Nitrox EAN 32 gratuitamente, bastando apenas apresentar o certificado previamente.

Quanto ao primeiro mergulho, foi realizado em um local abrigado e raso, onde já tivemos um primeiro contato com os leões marinhos. Ao retornar para a embarcação principal, fomos recebidos pela tribulação com três chuveiros de água quente, Ice Tea, toalhas, chocolate quente e algum aperitivo, que durante a viagem, iam variando de salgadinhos até mini pizzas. Fome, você realmente é o que você não terá enquanto estiver nesse live aboard e em todos os retornos, sempre fomos recebidos dessa forma.

O tratamento e atenção da equipe foi excepcional e com toda sinceridade, jamais tinha visto um tratamento assim. Toda a tripulação sempre sorridente e disponível para ajudar os mergulhadores durante a viagem. Sempre estavam presentes para um pronto atendimento.

Fim do primeiro dia de mergulho, todos foram tomar banho, jantar e assistimos uma palestra realizada pelo dive master Nicolas, onde explicou toda a origem de Galápagos, dando uma visão melhor sobre o arquipélago.

Após isso, iniciamos a navegação até Cape Marshall, distante 200Km do primeiro ponto de mergulho, sendo uma viagem longa e que durou noite à dentro, porém foi uma viagem bastante confortável, pois a embarcação é grande e utiliza como propulsão os hidrojatos, que além de mais estáveis, não utilizam hélices, e dão mais segurança aos mergulhadores.

Dormi tranquilamente durante essa viagem, como se estivesse em um hotel.

Cape Marshall

Acordando com um sol excepcional, tomamos um reforçado café da manhã para ter energia suficiente para os três mergulhos que seriam realizados ao longo do dia.

Após um briefing (explicações) do dive master, embarcamos nos “pangas”, que são dois botes que levam os mergulhadores até os pontos de mergulho e que ficam acima de nós o tempo todo, dando um suporte ao grupo.

Em Cape Marshall nos aproximamos do paredão levados pela corrente local. De cara, arraias mantas apareceram para nos dar as boas vindas e já dando a indicação do que teríamos pela frente em termos de surpresas.

Como Galápagos é uma formação de origem vulcânica, não encontramos corais, e sim, muita vida marinha no que diz respeito à peixes, arraias, tubarões, dentre outros.

Durante esse mergulho encontramos um enorme cardume que se aglomera, envolvendo os mergulhadores de tal forma, que não víamos uns aos outros. Uma visão fantástica de vida marinha.

Posteriormente, realizamos outros dois mergulhos, sendo o último em South Cape Marshall. Ainda no mesmo dia, houve um snorkeling em uma pequena baía tranquila e sem correntes, onde foi possível brincar com leões marinhos e admirar as belezas e o colorido da lava petrificada.

Wolf

No dia seguinte acordamos em Wolf, localizada já no hemisfério norte e distante 260Km de San Cristobal. Centenas de pássaros sobrevoando as ilhas, e um som especial era ouvido por todos, pois como estávamos distantes de qualquer civilização, não escutamos ruídos além dos pássaros e do mar em movimento, e lá fomos nós para o primeiro mergulho do dia.

Nos mergulhos em Wolf, a água estava mais fria e a correnteza era mais forte, porém, conforme o próprio dive master (Nicolas) nos disse, onde há mais correntes há mais vida marinha, e certamente isso foi notado. Assim que descemos, dei de cara com um grande tubarão galapense, com seus quase 3m de comprimento e olhar desconfiado.

Diversos agrupamentos de arraias passavam próximo à nós, enquanto ficávamos apenas respirando e nos segurando nas pedras para não sermos arrastados pela correnteza.

Aos poucos a vida marinha ia aparecendo diante de nós e se aproximando, onde em um único mergulho, vimos uma variedade e quantidade grande de seres marinhos que normalmente não vemos durante um ano inteiro.

Foram três mergulhos excepcionais em Wolf.

Darwin

Partindo de Wolf, fomos para a ilha de Darwin, a ilha mais famosa de Galápagos devido ao seu formato em forma de arco, e por ter recebido esse nome em homenagem ao naturalista Charles Darwin.

Segundo nosso dive master, o arco foi o resultado do deslocamento de placas em conjunto com a ação do mar esculpindo as rochas.

Darwin tem os mergulhos mais famosos de Galápagos, pois como está distante 1.300Km da costa da América do Sul, recebe um grande fluxo de nutrientes, e é o local mais visitado pelos tubarões baleia, sendo o atrativo principal dos mergulhadores.

A ansiedade tomava conta de todos à bordo, e fomos para a água. Todos grudados nas rochas aguardando a vida marinha se aproximar, e repentinamente nosso dive master sinaliza à todos para seguirem ele diretamente em direção ao azul, e misteriosamente começamos a ver uma grandiosa sombra vindo em nossa direção… era um tubarão baleia de 15m de comprimento, fazendo qualquer mergulhador ser um minúsculo ser ao lado dele.

Apesar do tubarão baleia se mover bem lentamente, o descolamento de água é tão grande, que mal conseguimos acompanhá-lo, mesmo batendo pernas em velocidade máxima. O registro de imagens precisa ser feito com muita rapidez, e sem dúvida, estar ao lado de um grande ser como este, é uma grande emoção e poder constatar a alegria de todos os mergulhadores à sua volta.

Durante o período em que estivemos em Darwin, avistamos seis tubarões baleia.

Mas não é só isso que vemos por lá, durante os mergulhos, há centenas de tubarões martelo que também fazem parte do ambiente. Curiosos, eles vão se aproximando dos mergulhadores, mas quando sentem que estamos próximos demais, acabam se afugentando. São seres marinhos de uma beleza inigualável.

Em Darwin, tivemos visibilidade de 30m ou mais, e temperatura beirando 23 / 24 graus celsius. Foram mergulhos excepcionais e bem tranquilos. Para o delírio de todos, o jantar foi regado de grandes e saborosas lagostas, tornando o primeiro dia em Darwin inesquecível e muito especial para todos ali presentes.

Ficamos um dia e meio em Darwin, onde realizamos cinco mergulhos, e posteriormente regressamos à Wolf onde realizamos outros dois mergulhos em diferentes locais.

Já à noite, navegamos em direção à Punta Vicente Roca, sendo uma das pontas da ilha principal de Galápagos… a ilha de Isabela, a maior ilha das Galápagos e com formato de cavalo marinho.

Punta Vicente Roca

É perceptível que cada ilha possui características próprias, e um mergulho é sempre diferente entre uma ilha e outra.

Quando acordamos em Punta Vicente Roca, tivemos um visual totalmente diferente dos demais pontos. Uma beleza incontestável e que nos trouxe a vontade de querer ficar naquele local por muito dias. Ficávamos tomando sol no solarium do live aboard ou na Jacuzzi tomando alguns drink´s, e apreciando toda a beleza natural daquele local. Além da paz local, tínhamos uma sensação totalmente diferente e agradável. Víamos iguanas, pinguins, leões marinhos e dezenas de tartarugas nadando tranquilamente na superfície do mar..

Em um passeio realizado com os botes, os pangas, tivemos um encontro raro e inesquecível com duas baleias orcas, que passaram apenas 15m do bote, dando um show maravilhoso à todos nós.

Nos equipamos e fomos mergulhar nas águas tranquilas do local. Uma visibilidade que beirava os 40 / 50m, com uma água bem mais fria e um tipo de fundo totalmente diferente das demais ilhas, onde víamos muitas plantas aquáticas com formas e tonalidades diferentes, além dos peixes morcego, um tipo específico de um pequeno tubarão todo desenhado e diversos cavalos marinhos.

Olhando os paredões que desciam até os 1.000m de profundidade, percebíamos o que o antigo vulcão fez moldou naquele local.

Últimos dias

No outro dia, iniciamos o retorno parando em um determinado ponto onde realizamos outros dois mergulhos na ilha chamada Rock Cousin, e depois, fomos levados até a ilha de Santa Cruz para conhecer não só a ilha, mas sim, o Instituto Charles Darwin, onde há um viveiro das grandiosas tartarugas de Galápagos.

Durante à noite e após o jantar, nossa embarcação iniciou o regresso à San Cristobal para acordarmos por lá e visitar a praia La Laboria, onde é possível avistar dezenas de leões marinhos tomando sol no local e tirar muitas fotos.

Após tudo isso, fomos levados pelos guias até o aeroporto da ilha de San Cristobal para o regresso final de Galápagos.

Esse foi o melhor live aboard o qual já participei, não só pela simpatia e mergulhos, mas pela excepcional estrutura que o live aboard possui para atender os mergulhadores.

Tudo foi perfeito e não tenho uma queixa se quer… aliás, tenho sim….a de não poder ficar bem mais tempo naquele paraíso.

Foram dezoito excelentes e inesquecíveis mergulhos, que ficarão para sempre em nossas memórias.

Agradecimentos especiais ao Paul Coolen do Buddy Dive e a toda tripulação pelo atendimento e serviço, e ao meu dupla Alex Bretas, pelos mergulhos e colaboração para essa matéria.

Como visitar Galápagos

Como disse, a melhor estrutura em Galápagos é a do Buddy Dive. São duas grandes embarcações com todo o conforto e estrutura necessária para atender os mergulhadores.

Ao realizar a reserva com eles, os funcionários irão realizar todos os procedimentos necessários para que você possa viajar até Galápagos com tranquilidade.

O atendimento pode ser feito em inglês ou em espanhol, e todo o trâmite pode ser pago com cartão de crédito.

Dicas

Antes de ir para Galápagos, você deve ter atenção em alguns pontos. Veja abaixo:

  • Documentários – Existe um documentário feito pela BBC sobre Galápagos disponível no You Tube. Vale muito à pena assistir os três episódios antes de ir para lá, pois como tudo é muito grande e longe, você saberá identificar melhor as ilhas e terá mais detalhes do local;
  • Roupa Seca – Alguns mergulhos foram bem frios. Se você possui uma roupa seca, ela será bem utilizada por lá;
  • Tomadas – Com a ideia idiota dos nossos políticos em trocar o tipo de tomada no Brasil, você deve estar atento ao tipo de tomada usado por lá. O padrão é americano, ou seja, três pinos. Não esqueça de levar um adaptador se for o caso;
  • Seguro – Ter um seguro de mergulho, é obrigatório por lá. No meu caso, estava com a carteira da DAN. Se você não possui seguro, é possível pagar uma taxa para a utilização de uma câmara hiperbárica se for o caso. Recomendo conversar com o pessoal do Buddy Dive antes;
  • Certificados – Não esqueça de levar seus certificados de mergulho, principalmente o de Nitrox;
  • Luvas – Usar luvas por lá é essencial. Seguindo a recomendação de um amigo meu, levei dois pares, e realmente acabei usando os dois pares, pois como as correntes são fortes e você fica muito tempo se segurando nas rochas, as luvas começam a se desfazer com o tempo, e mergulhar por lá sem luva, você terá grandes chances de machucar seus dedos;
  • Foto e Vídeo – Apesar da embarcação possuir diversas ferramentas à disposição dos mergulhadores, recomendo a levar suas próprias ferramentas;
  • Aluguel de Equipamentos – A embarcação possui todos os equipamentos para aluguel se for necessário, bastando avisar com antecedência ao pessoal do Buddy Dive;
  • Protetor Solar – O sol é muito forte por lá, e o uso de um protetor solar é muito recomendável;
  • Anorak – Pra quem não sabe, anorak é um casaco impermeável. Vale à pena levar um, para o caso de chuvas, ou principalmente, quando andar nos botes, pois se estiver chovendo, você ficará molhado, e um anorak irá resolver esse problema;
  • Enjôo – Apesar da embarcação ser grande e bem estável, se você é o tipo de pessoa que enjoa fácil, recomendo a levar algum medicamento contra enjôo, pois existe a possibilidade de você passar mal no início da viagem;
  • DVD´s – Leve alguns DVD´s para assistir na cabine, para passar a hora;
  • Quito – Se você estiver realizando uma conexão na cidade de Quito, no Equador, aproveite e estenda a sua viagem em um dia e conheça o centro de Quito e o monumento La Mitad del Mundo, onde passa a linha do Equador. Se você puder ficar dois dias, tire um para visitar o Otopaxi, uma montanha que ultrapassa os 6.000m de altitude. É um passeio de um dia inteiro e que o levará até uma base nos 4.800m.
Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Produziu documentários sobre as Bahamas, Bonaire, Galápagos e Laje de Santos, visitando mais de 30 países. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.