Nome Anterior: Siegmund
Data: 01/02/1919
GPS: 23° 54,289 ‘ S / 45° 27,591’ W
Localização: Distante 70m do costão – Ilhabela
Profundidade (m): 8 – 15
Visibilidade (m): 2 – 8
Motivo: Bateu no costão
Estado: Desmantelado
Carga: Café, sacarias diversas e malas postais
Tipo: Cargueiro à vapor
Nacionalidade: Brasil
Dimensões (m): 93.23 – 16.61 – 6.76
Deslocamento (t): 3.034
Armador: Loyd Brasileiro
Estaleiro: Irvine’s Shipbuilding & Drydock Co. Ltd. – West Hartlepool (Sunderland)
Propulsão: Vapor
Fabricação: 1906
Notas: Durante muito tempo, acreditava-se que o Therezina estaria afundado junto à uma outra embarcação que chamava-se Siegmond, que teria afundado na mesma época.
Após um estudo realizado pelo paulista Cao Scarpinni, sendo mergulhador e pesquisador de naufrágios de Ilhabela, conseguiu comprovar que os dois navios são um só.
O Therezina foi construído em 1906 na Alemanha, foi transformado em navio transporte da marinha de guerra da Alemanha na primeira guerra mundial. Em 1915 fora confiscado pela marinha brasileira enquanto navegava em águas territoriais, sendo pouco depois incorporado ao Loyd Brasileiro.
Na madrugada do dia 01/02/1919, saiu do Porto de Santos, levando um carregamento de grãos com destino a Havre, na Holanda.
Até hoje não se sabe o motivo real que levou o navio a afundar, mas acredita-se que haveria um denso nevoeiro durante à noite, o que levou a bater no Costão dos Borrifos.
Toda a tripulação (um total de 13) se salvou. Devido ao forte impacto o casco se partiu em dois.
O naufrágio encontra-se totalmente desmantelado, sem seguimento normal e com peças espalhadas por todo o perímetro. Os destroços começam junto ao costão com a presença de um guincho, correntes e outras partes não identificáveis, seguindo na direção do fundo e ligeiramente para a direita do costão, onde podem ser vistas duas das caldeiras posicionadas em pé, onde uma delas está colapsada, enquanto a outra apresenta-se íntegra.
Ao lado de uma destas caldeiras está encostado um hélice de quatro pás, parecendo ter parado ali em uma das tentativas de resgate da peça.
Abaixo das caldeiras pode ser visto o bloco da máquina, o virabrequim, pistões e parte do eixo.
Junto ao bloco parte do cavername e casco ainda estão íntegros. Já na areia encontra-se uma câmara de condensação da caldeira e alguns turcos. Uma série de outras peças como cabeços de amarração e partes do casco estão colocadas nos arredores deste grupo, principal de destroços.
Proprietários
- Loyd Brasileiro – SS Therezina – 1917 a 1919;
- Hamburg-Sudamerikanische Dampfschifffahrts Gesellschaft, Hamburg – SS Siegmund – 1907 a 1917;
- Hamburg Amerikanische Packetfahrt A.G. – Hamburg-Amerika Linie – HAPAG, Hamburg – SS Siegmund – 1907 a 1917;
- Dampfschiffs-Rhederei Union A. G., Hamburg – SS Siegmund – 1907 a 1915;
- SS Siegmund – Dampfschiffs-Rhederei Union A. G., Hamburg – 1905 a 1907.



