Ilhas Tijucas: Navegando e mergulhando em apenas 5 minutos

O Rio de Janeiro possui uma costa excepcional, e os cariocas acabam tendo grandes facilidades para mergulhar, conseguindo visitar alguns pontos com fácil acesso e outros saindo por praia.

Um dos locais pouco frequentados ainda é o arquipélago das Ilhas Tijucas, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Como carioca, considero a praia da Barra da Tijuca como a melhor praia da cidade, e digo isso por várias razões, sendo a principal delas, a distância em relação a Baía de Guanabara.

Na Barra (como chamamos por lá), há um acesso ao mar através do Canal de Marapendi, onde encontramos algumas marinas com embarcações de pequeno porte.

Em dias de mar calmo, é possível sair de barco e alcançar o arquipélago das Ilhas Tijucas nessas embarcações em apenas 5 ou 10min, e durante um bom tempo, foi assim que visitei as Tijucas para mergulhar com alguns amigos aos finais de semana, com dias ensolarados e belíssimos que o Rio de Janeiro proporciona.

 

O mergulho

A profundidade média gira em torno dos 6 aos 14m na área mais abrigada da Ilha Pontuda, a principal do arquipélago e a mais frequentada.

Por lá encontramos um paredão com grandes rochedos que permitem a passagem entre eles com facilidade e a avistagem de diversas espécies de peixes multi-coloridos.

Em dias de mar calmo e água clara, a visibilidade pode alcançar os 15m, e em épocas de maré roxa, os 20/25.

Por ser uma área abrigada, o mergulho segue com muita tranquilidade, podendo a chegar a 1:30h de fundo com um único cilindro, dependendo do consumo do mergulhador. Logo, com apenas 1 cilindro de mergulho é possível conhecer bem o local e apreciar as belezas naturais da região, além é claro, de ter a chance de apreciar a vista privilegiada de toda a costa carioca.

Nas proximidades existem algumas lajes e outras duas ilhas, a Alfavaca e a Ilha do Meio, que são menos visitadas pelos mergulhadores, e também possuem um tipo de fundo rochoso parecido com a Ilha Pontuda, permitindo bons mergulhos também.

A grande dificuldade pra quem tem interesse em mergulhar nesses pontos, é que ficamos na dependência de mar calmo para que seja possível sair do Canal de Marapendi em segurança. O mergulhador deve sair na maré alta, pois haverá maior possibilidade de visibilidade melhor, porque na baixa sai muita água suja oriunda do canal.

Outra dificuldade, é conseguir alguma saída com operadora de mergulho, pois infelizmente o Rio de Janeiro andou perdendo boa parte delas. Se você é aventureiro, pode tentar alugar uma embarcação com marinheiro para levá-lo até lá, deixando um divemaster experiente à bordo para orientação e controle operacional. Obviamente não é o recomendável, mas pode ser uma opção se você for um mergulhador avançado e experiente.

Como o retorno é rápido, você chegará cedo na marina e poderá passar o resto do dia curtindo um sol na praia da Barra da Tijuca.

 

Foto: Clécio Mayrink

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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