Uma boa escada faz a diferença no mergulho

Quando regressamos para a embarcação, normalmente estamos mais exaustos por causa da água fria e por bater pernas durante o mergulho, e subir na embarcação pode ser mais complicado se não houver uma escada adequada.

No passado era muito comum encontrar escadas de madeira com inclinação negativa, ou seja, encontrar uma escada inclinada com um ângulo ruim, deixando o mergulhador tombando para trás por causa do peso do lastro e do cilindro de mergulho, e quando o mar estava agitado, o mergulhador ficava sendo jogado para frente e para trás, podendo ter ferimentos sérios, se perdesse a firmeza nas mãos.

Em alguns casos mais raros, encontrávamos até pneus na lateral do barco, que eram usados como “apoio” para subir pelo bordo já sem equipamento.

Felizmente não encontramos esses casos, a não ser, é claro, quando são se utiliza uma embarcação de pesca, que não é apropriada para o mergulho recreativo, mas que de certa forma, permite a realização de mergulho em locais incomuns e onde não encontramos operadoras de mergulho.

Hoje no mercado, encontramos embarcações com escadas denominadas “espinha de peixe”, sendo muito comuns no exterior e que devem ser usadas com certo cuidado quando o mar está mais agitado. Só quem já sofreu um impacto desse tipo escada por causa da movimentação da embarcação por causa das ondulações, sabe o risco que esse modelo de escada pode acarretar. O sobe e desce da embarcação causa uma movimentação da escada, e ela pode ferir o mergulhador despreparado.

Hoje o melhor tipo de escada é o modelo em inox com vários degraus para dentro da água, permitindo ao mergulhador se aproximar dela, se segurar e retirar suas nadadeiras ainda dentro da água.

Operadoras preocupadas com o bom atendimento aos clientes, normalmente investem nesse tipo de escada, pois além de evitar acidentes, trazem bastante conforto ao mergulhador na hora de subir na embarcação.

Ao se aproximar da embarcação de mergulho, evite ficar próximo da escada se não for subir imediatamente. Procure também, seguir as boas práticas e cuidados, pois alguns aspectos podem trazer problemas ou até causar acidentes. Leia mais aqui.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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