Bombeiros de Brasília resgatam corpo usando Side Scan Sonar

No último dia 10, por volta das 19:35h, o grupamento dos Bombeiros do Distrito Federal iniciaram uma operação de mergulho com intuito de encontrar um rapaz de 27 anos de idade que havia caído de uma embarcação no Lago Paranoá. Em razão do horário já tardio, infelizmente nada foi encontrado.

No dia seguinte, após uma análise dos vídeos de celular dos passageiros da embarcação envolvida no incidente, aliado aos relatos das testemunhas, os Bombeiros definiram os quadrantes de busca nas proximidades da pista do arco central da ponte JK.

Nos dois dias de buscas seguintes, foram realizados 24 mergulhos, totalizando mais de 11h de fundo, mas infelizmente nada foi encontrado por se tratar de uma área muito grande, além da baixa visibilidade e pelo anoitecer.

Ainda assim, no mesmo dia, entre 22h até 00:40h e insistentes como geralmente os Bombeiros são, a dupla de Bombeiros mergulhadores (1° Sgt. Danilo e 3°Sgt. André Souza) retornaram ao local para retomar a busca utilizando um equipamento de alta tecnologia, um  Side Scan Sonar, com intuito de “varrer” o fundo do lago, pois esse equipamento gera uma imagem do fundo por meio de ondas de ultrassom, aumentando as possibilidades de êxito na localização do rapaz desaparecido, e nesse aspecto, a ação felizmente deu certo.

Durante a busca, em dado momento surgiu na tela do computador uma imagem dando o indicativo de ser de um corpo humano.

Pela manhã bem cedo (06:28h) uma dupla de Bombeiros mergulhadores (2° Sgt. Renan e 2° Sgt. Allan Gomes) foi até as coordenadas informadas pelo Side Scan e desceram no local para confirmar e resgatar a pessoa desaparecida.

Em apenas 4min de mergulho e aos 20m de profundidade, a vítima foi encontrada e removida do local, sendo transportada para a Polícia Civil do Distrito Federal, já com a confirmação da identidade realizada e os familiares informados.

A operação contou com o apoio crucial da Marinha do Brasil e da Polícia Militar do Distrito Federal, que realizou o patrulhamento da área para evitar que as embarcações particulares se aproximassem dos mergulhadores durante as buscas, garantindo total segurança aos envolvidos.

 

Conclusões

Nossos militares são muito bem treinados e a força que eles têm na realização das ações, é incomensurável. São profissionais que merecem todo o apoio e respeito da sociedade, e de estarem bem equipados, porque o benefício será da própria sociedade.

É de aplaudir em pé a insistência e todo o esforço desses profissionais na realização de suas missões.

Nossos parabéns ao Capitão Daniel Oliveira, Chefe da Seção de Salvamento Aquático do GBS e Comandante da Operação de Mergulho, além de todos os envolvidos nessa missão.

 

Vídeo mostrando a localização da vítima

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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