Recentemente alguns mergulhadores no exterior se mostraram preocupados sobre uma possível propagação da chamada “ameba comedora de cérebros”, pela possibilidade de infecção e danos causados por ela.
Alguns chegaram a dizer que iriam parar de mergulhar nos chamados springs da Flórida, por causa do risco.
Nossa equipe entrou em contato com alguns órgãos responsáveis pelo assunto nos Estados Unidos, e obteve mais detalhes.
Entendendo o problema
No caso dos mergulhadores, a preocupação começou a tomar proporções maiores, após a confirmação de novos casos em pessoas que estiveram nos springs da Flórida, região onde encontramos alguns parques aquáticos e cavernas alagadas, muito frequentadas pelos mergulhadores de cavernas.
A Naegleria fowleri é um tipo de ameba normalmente encontrada em água doce, como rios, lagos e os chamados hot springs, e se alimenta de outros organismos, como bactérias.
As infecções por esse tipo de ameba são raras, porém, de alta mortalidade. Entre 2010 e 2019, foram relatadas 34 infecções nos Estados Unidos, sendo 30 por água proveniente de rios e lagos, e 4 infectadas por irrigação nasal com água de torneira contaminada.
A infecção destrói o tecido cerebral, causando edema cerebral e morte, tendo uma taxa de mortalidade superior a 97%. Entre os anos de 1962 e 2019, apenas 4 pessoas dos 148 indivíduos infectados nos Estados Unidos sobreviveram.
Os estudos apontam que alguns medicamentos foram eficazes contra esse tipo de ameba em laboratório, no entanto, sua eficácia não é clara, uma vez que quase todas as infecções foram fatais, mesmo quando as pessoas foram tratadas com combinações de medicamentos semelhantes.
Recentemente, duas pessoas com infecção por Naegleria sobreviveram após serem tratadas com um novo medicamento chamado Miltefosina, que foi administrado em conjunto com outros medicamentos com o controle agressivo do inchaço cerebral.
O que se sabe ao certo, é que a Naegleria fowleri infecta as pessoas quando a água entra pelo nariz. A infecção é rara e pode ocorrer quando as pessoas vão nadar ou mergulhar em locais de água doce e deixando entrar água pelo nariz.
Como o assunto ainda está sendo estudado e não há uma cura definitiva, é melhor não tirar a máscara embaixo d’água nesses locais. O que nos deixa menos preocupados, é que os estudos indicam que a possibidade de infecção por esse tipo de ameba é rara, mas não impossível.
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