Fotografia Subaquática com Luz Ambiente

Fotografar com luz ambiente significa que você está usando a luz solar como fonte de luz.

A luz na imagem captada fica mais uniforme, sendo ótima para a captação de grandes objetos, como formações de recifes de corais, grandes cardumes e animais em geral, além dos naufrágios.

Em tese, esse tipo de fotografia acaba sendo mais fácil que a fotografia com o uso do flash externo, pois são menos configurações para se preocupar antes de registrar uma imagem e menos arrasto do equipamento na água, pelo fato do mergulhador não estar transportando as unidades de flash externo.

Fotografar recifes de corais com a luz ambiente ajuda a produzir imagens com cores uniformes, principalmente se você estiver em baixas profundidades. Os cardumes muitas vezes acabam sendo melhor iluminados, se compararmos com as imagens geradas com o uso de flash externo.

Fotografar com luz ambiente é fotografar com pouca luz, pois você perde alguns f-stops  (abertura). Nesse tipo de fotografia você compromete a velocidade do obturador, ISO e abertura.

Depois de tirar uma foto, procure verificar o resultado obtido, para ter a certeza de que não foi gerada uma imagem desfocada ou com subexposição, e sendo importante lembrar, que fotos com luz ambiente são melhores em dias ensolarados.

Procure também, fotografar no formato RAW e entre 1 e 5m de profundidade no máximo.

 

Algumas dicas

  • Procure ter um bom contraste na imagem a ser fotografada;
  • Tenha uma boa “separação” entre o assunto e o fundo. Escolha seu plano de fundo com cuidado;
  • Aproxime-se o máximo possível para um primeiro plano nítido;
  • Fotografe no modo “prioridade do obturador”, se o objetivo é registrar um objeto em movimento, caso contrário, fotografe no modo de “prioridade de abertura”;
  • Procure fotografar com o sol incidindo atrás de você para obter um resultado melhor e uma iluminação mais uniforme em relação aos cardumes.

 

Foto: Clécio Mayrink

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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