Jordânia – Um mergulho espetacular

A Jordânia tem uma estreita faixa de mar na parte sul e norte da Península do Sinai, mais precisamente no Golfo de Aqaba.

Resolvi visitar a região no mês de janeiro, tendo tempo bom, águas claras e temperatura agradável da água (20ºC), tendo a oportunidade de visitar os famosos destinos de Petra, Jerash, Deserto, Amã, Mar Morto, dentre outros, capaz de satisfazer um turista que não mergulha, tornando a viagem de mergulho compatível com os desejos de todos.

Acabei pegando um voo da Royal Jordanian, que na época, voava duas vezes por semana de Madrid e Barcelona para Amã por menos de 400 € ida e volta, surgindo eventualmente, tarifas no site por volta dos 280 €. Não sei como estão os preços atualmente.

Duas semanas são o suficiente, mas acredito 10 dias serão suficientes para conhecer os pontos principais e vale lembrar, que os hotéis são baratos.

A Jordânia é um país islâmico perto de Israel e com uma grande população palestina, sendo importante estar atento aos acontecimentos políticos, pois não podemos esquecer, que estamos falando sobre uma região sensível a conflitos.

Quanto ao transporte, o jeito mais econômico são os ônibus, mas os carros com motorista, acaba sendo mais vantajoso, pois é uma opção econômica, ágil e mais segura. Existem  inúmeras empresas de táxis e ônibus que circulam em Amã e Aqaba.

 

Foto: Deep Blue Dive

 

Petra

Optei em me hospedar no Petra Moon Hotel, a 100m da entrada de Petra. Acordei cedo e fui caminhando ao complexo monumental de Petra. Rochas, o siq (ou canal de acesso), os túmulos, os templos, a subida ao Mosteiro, as vistas e o azul intenso do seu céu. Todos devem conhecer o local maravilhoso.

Os beduínos, habitantes originais, apenas exploram a área, com paradas nas árvores, passeios de camelo, cavalo ou burro. Ao contrário de outros países da região, as crianças não perguntam: oferecem-lhe o que têm e você dirá que não.

 

Foto: Ricardo Santos

 

Mergulhando em Aqaba

Uma observação importante sobre os centros de mergulho os próprios hotéis…

Normalmente é acordado diariamente um mergulho de manhã e outro à tarde, dois de manhã e tarde livre, ou o que sobrar. É necessário conversar sobre o que será feito, antes de sermos transportados para as suas instalações junto ao mar.

Caso você não informe que deseja retornar ao hotel ao meio-dia, você poderá acabar ficando por lá até o final da tarde. Este detalhe é importante porque permite mergulhar pela manhã e deixar a tarde livre para conhecer outras áreas turísticas, como as lojas no deserto de Wadi Rum no Mar Morto, castelos no deserto e coisas do tipo.

Na ocasião acabei decidindo por mergulhar pela manhã e descansar em redes ao sol após um almoço leve, e depois mergulhar novamente de tarde e ir para o hotel tomar banho, jantar e passear por Aqaba.

Na Jordânia existem dois tipos de mergulho, e como Aqaba fica no final do golfo, a margem da água não é muito larga e grandes barcos circulam pelo porto, portanto, o mergulho não é exclusivo. As operadoras de mergulho são “resorts” junto à costa e deles saem as embarcações ou pequenos veículos que vão aos pontos de mergulho localizados junto a costa, na fronteira com a Arábia Saudita.

Há muitos acessos pela areia que aos poucos, onde a profundidade aumenta exponencialmente. Há paredões que formam canyons e diversas formações de corais, em meio a um mergulho calmo, não lotado e adequado para todas as idades. Os locais são possuem um colorido especial, permitindo muita dedicação a fotografia subaquática, onde saímos da água a uma distância de 15 metros apenas da areia.

O naufrágio Cedar Pride, afundado em 1982 e a pouco mais de 80 metros da costa, está numa profundidade que varia entre meros 15 e 25 metros.

Para o mergulho noturno, é necessário solicitar antecipadamente por questões de segurança, pois é necessário a verificação de identidades, ou número de mergulhadores. Foi um dos melhores mergulhos que fiz na vida, face a abundância da vida marinha local.

 

Foto: Deep Blue Dive Center

 

O retorno

Voltei de Aqaba para Amã no primeiro ônibus do dia. Para chegar à rodoviária de Amã, peguei um táxi até o hotel, localizado na área do anel viário, em direção ao aeroporto. Depois, peguei um táxi do hotel, que me levou à cidade romana de Jerash.

Almocei e retornei para Amã no mesmo táxi que aguardava. Para dormir, pela manhã peguei um táxi até o aeroporto (passando por um rigoroso controle de segurança).

 

Foto: Ricardo Santos

Ricardo Santos

É diretor de uma multinacional no Brasil e mergulhador desde 1995.

Mergulhador Técnico Trimix e de Caverna, tendo visitado inúmeros países do mundo ao longo dos anos. Durante alguns anos residiu nos Estados Unidos e Europa, o que possibilitou viajar e conhecer inúmeros destinos.

Com fluência em cinco línguas distintas, isso ampliou as possibilidades no conhecimento das diferentes culturas e aspectos dos países que conheceu.

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