Marinha do Brasil encontra o naufrágio Vital de Oliveira

No ano em que o fim da Segunda Guerra Mundial completa 80 anos, militares da Marinha do Brasil obtiveram os primeiros dados batimétricos do antigo Navio-Auxiliar (NA) Vital de Oliveira, torpedeado em 1944 por um submarino alemão.

As informações foram coletadas durante a comissão Testes de Mar e Comissionamento, do atual Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira. A descoberta do casco do navio naufragado deu-se na manhã do dia 16 de janeiro deste ano, a 35 milhas náuticas (cerca de 65 Km) do litoral de Macaé-RJ e contou com o auxílio de mergulhadores locais.

A primeira vez em que o “Vital” foi encontrado, ocorreu no ano de 2017 por um grupo de mergulhadores.

 

Operação

Segundo o arqueólogo da Divisão de Arqueologia Subaquática da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), Capitão-Tenente Caio Cezar Pereira Demílio, que participou da comissão, o levantamento obteve dados para a análise da posição, estado, conservação e características estruturais da embarcação. A localização e a documentação do naufrágio foram conduzidas utilizando um side scan, equipamentos fundamentais para levantamentos hidrográficos e arqueológicos, principalmente no ramo da arqueologia de naufrágios.

No total, durante a operação, foram realizadas 32 linhas de sondagem com o ecobatímetro multifeixe e 9 linhas de varredura lateral, cobrindo uma extensa área ao redor do local do naufrágio.

A redescoberta quanto a posição do Vital de Oliveira foi realizada pelos irmãos mergulhadores José Luiz e Everaldo Pompermayer Meriguete, ao atenderem o chamado de um pescador, cuja rede havia ficado presa ao fundo. Eles então pediram o auxílio de Domingos Afonso Jório, que identificou que a rede estava presa em um canhão e avisou o fato à Marinha.

 

Próximos passos da pesquisa

As informações obtidas durante a comissão serão processadas, a fim de criar modelos tridimensionais do naufrágio.

Atividades como mergulhos técnicos e o uso do veículo subaquático operado remotamente (ROV) poderão ser conduzidas, para captura de fotografias e vídeos, bem como para a coleta de dados adicionais sobre o material da embarcação e eventuais artefatos associados ao naufrágio. Do mesmo modo, a ampliação do mapeamento também será de fundamental importância para um conhecimento mais robusto sobre o fato.

O estudo será integrado ao projeto Atlas dos Naufrágios de Interesse Histórico da Costa do Brasil, iniciativa voltada para a identificação e catalogação de embarcações naufragadas ao longo do litoral brasileiro

Fonte: Agência Marinha de Notícias

 

Imagem: Marinha do Brasil

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