Atualmente a Lagoa Rodrigo de Freitas vive um renascimento, com uma virada ambiental, tendo em vista o avanço do saneamento, fim do despejo irregular de esgoto e retomada dos esportes aquáticos.
A água, por muitos anos associada ao mau cheiro e à cor escura, mas atualmente, está bem mais limpa.
Desde 2021, a empresa Águas do Rio reformou 13 estações elevatórias, retendo 5.1 milhões de litros de esgoto diariamente, antes do despejo na lagoa. Com isso, a fauna está retornando aos poucos e a água mais clara.
Mas “mais limpa” não é própria para mergulho
No Brasil a classificação é do CONAMA e a Lagoa é água salobra Classe 2.
- Contato secundário está liberado, como remar, velejar, SUP, pedalinho, canoa. Você pode respingar, mas não pode engolir água.
- Contato primário está proibido, como nadar, mergulhar, snorkel.
Ela é o ponto mais baixo da bacia e recebendo todo esgoto e chuva da Zona Sul. Isso causa eutrofização, mortandade de peixes e bactérias.
O monitoramento do INEA / Prefeitura, emite diariamente um boletim da prefeitura do Rio, classificando a lagoa em “estado de equilíbrio” e liberando só atividades de contato secundário.
Risco sanitário
Lembra dos Jogos de 2016 ?
Naquela ocasião, 13 remadores americanos passaram mal, com vômito e diarreia depois do evento-teste lá.
Se você viu algum vídeo de gente mergulhando, provavelmente deve ser alguma ação autorizada pelos biólogos do INEA para pesquisa, coleta ou limpeza, e não mergulho recreativo.

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