Diversos navios que afundaram na costa brasileira acabam perdendo sua identidade original e são renomeados de acordo com os destroços ou o local onde repousam. Um exemplo disso é o naufrágio do “Parnaioca” na Ilha Grande, que acabou recebendo essa denominação por estar afundado na Ponta Alta da Parnaioca.
A real identidade desse navio é um mistério e alguns afirmam, sem nenhuma comprovação, que este navio seria o “Japurá”, que afundou em algum lugar na região da Ilha Grande em 1897.
Os destroços denotam ser de uma época mais recente que a do naufrágio do “Japurá”.
Localizado no lado de fora da Ilha Grande, o mergulho no Parnaioca requer planejamento devido a distância e porque uma mudança de tempo, poderá frustrar um mergulho nesse local.
Uma grande turma de mergulhadores realizou a operação com o apoio de uma operadora em Angra dos Reis. A navegação até local foi tranquila e o mar extremamente calmo criou uma grande expectativa em relação a visibilidade da água.
Em um mergulho anterior encontramos uma grande estrutura à poucos metros da proa e gostaríamos de retornar para investigarmos melhor. Outro aspecto desse mergulho, é a discussão sobre a proa do navio. Alguns dizem que ela estaria separada do resto do casco, mas isso não é verdade. Foi possível confirmar que a proa está na sua posição normal.
Mergulho
Com a boa visibilidade, conseguimos visualizar que algumas chapas do navio caíram e que grandes salões possibilitavam boas penetrações aos 27m. Continuando em direção ao fundo, chegamos a popa.
O Parnaioca tem um perfil de mergulho multinível, o que facilita a operação. Ainda há muito para ser visto do casco, mastros com gávea, suporte do hélice, guinchos, cabeços de amarração e outras estruturas.
Galeria de Imagens

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



