Já se passou o tempo em que muito ouvíamos falar que fotografia digital ainda era coisa para futuro e que demoraria muito para “vingar” no mercado. Pois bem, contrário ao que muitos diziam, a cada dia a fotografia digital vem ganhando o espaço antes ocupado pela fotografia tradicional, ou melhor, aquela coisa antiga onde era utilizado o filme fotográfico.
Hoje, são dezenas, ou melhor, centenas de opções em câmeras digitais disponíveis para o fotógrafo amador e profissional, com grandes variações em preços e opções de compra.
Sem dúvida nenhuma a fotografia digital irá facilitar muito a vida daqueles que curtem fotografar não profissionalmente. Simplesmente basta sair largando o dedo no disparador e selecionando as mais variadas opções de foco, abertura, ASA, potência de flash e etc. Depois, bastará selecionar as fotos desejadas e apagar o resto, sem perder um centavo se quer. Isso antigamente era impossível de ser feito, pois uma vez batida a tão sonhada foto, não havia como apagá-la e refazê-la, além disso, ao revelar o filme, você acaba pagando por pelas horríveis que saíam e o máximo de fotos que poderiam ser obtidas em um mergulho, eram 36.
Uma das novidades com as digitais é a quantidade de configurações disponíveis para o usuário, quanto aos novos tipos de lentes macro e close-up, que por sinal mais em conta, e a excelente ideia do monitor LCD, aquela telinha digital por onde é possível visualizar o que será fotografado. E sem dúvida nenhuma, o avanço da tecnologia japonesa nos trouxe uma qualidade superior em imagens, cor, brilho e contraste.
Isso mesmo, profundidade de campo, pois novos e complexos algoritmos foram criados com base na luz X densidade da água, para obtenção de um ganho em qualidade.
Se você pensa em adquirir uma câmera, tenha em mente que a fotografia convencional está com os dias contados. Veja as vantagens que uma câmera digital poderá lhe trazer. Melhor, veja um pequeno quadro comparativo entre os dois tipos de câmeras:
| Câmera Digital | Câmera de Filme convencional | |
| Precisa de filme | Não | Sim |
| Revelação de filme | Sim, mas você paga só pelas fotos desejadas. Apesar do custo médio girar em torno de R$ 1 contra os R$ 0.75 da revelação de filme convencional, lembre-se que você não precisou comprar um filme fotográfico, mais as pilhas. | Sim, e você paga por todas as fotos que saírem, mesmo sendo boas ou ruins. |
| Armazenamento | Sim e sem perda de qualidade, pois você poderá guardar todas as suas fotos em um CD-Rom | Simples, você vai guardar em seu armário e daqui a uns 10 anos as fotos estarão amareladas. |
| Qualidade | Normalmente boa e dependendo do modelo da câmera, excelente e tão boa ou superior quando comparada com os modelos profissionais convencionais. | Depende do modelo da câmera. Qualidade excelente é igual a custo superior. |
| Configurações | As mais variadas possíveis. Normalmente com controle de abertura, velocidade e ASA. Algumas câmeras possuem filtros internos. | As mais variadas possíveis conforme o modelo. |
| Dificuldade | Dependendo do que se deseja e tendo um conhecimento básico, nenhuma. Basta apenas treinar. | Mais complicada, pois se você não é um profissional, até pegar os macetes da câmera você gastará alguns filmes. |
| Manutenção | Isso é realmente difícil, pois as peças são caras. O mercado trabalha hoje para que os equipamentos durem em média de 3 a 5 anos. Porém, como a tecnologia anda com grande velocidade, seu modelo estará muito ultrapassado em 3 anos. | Mais fácil, mas também com manutenção cara e normalmente ficamos a mercê de alguns lojistas com aqueles papos para boi dormir, querendo dar uma boa desculpa para cobrar tão caro. |
Pesquise, faça comparações entre as digitais e as convencionais. Não acredite em lojistas, pois muitos irão tentar empurrar uma câmera convencional para retirá-la logo de seu estoque e lhe passar uma bomba que ninguém mais quer.
Se você adquirir uma digital, você me dará razão mais tarde.
Boa sorte !

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



