Durante as operações de mergulho, normalmente encontramos aqueles famosos copos plásticos descartáveis brancos ou transparentes, onde tomamos água ou algum refrigerante entre os mergulhos.

Levando em consideração que o plástico chega a levar entre 200 e 450 anos para se decompor, mais o custo na aquisição da grande quantidade de copos plásticos descartáveis para cada operação, alguns operadores de mergulho passaram a utilizar as chamadas “canecas de mergulho”.

Falando assim, chega à ser hilário a gente dar um destaque para uma simples caneca, mas pequenas atitudes, certamente irão fazer diferença em alguns anos, além de ampliar a consciência quanto a preservação ambiental.

Aliado à isso, a não utilização de copos plásticos descartáveis, diminuirá os custos operacionais e ajudará na preservação do nosso meio ambiente, pois o uso do plástico é um problema nos dias de hoje.

Quanto as canecas, cada uma delas possui uma numeração ou local para escrever o nome do mergulhador que for usá-la. Ao término da operação, as canecas são lavadas e já estão prontas para uma nova operação. No caso da operadora Maracaibo, o mergulhador leva a caneca de brinde pra casa.

Segundo o operador Paulo, do centro de mergulho Maracaibo em Parati, as pessoas gostaram e aprovaram a idéia.

“Não é só uma questão de custos, é contribuir na preservação do meio ambiente, pois o benefício será para nós mesmos”, diz mergulhadora Priscila Costa que aprova a idéia.

“Seria interessante se todas as operadoras de mergulho adotassem essa ação”, diz o mergulhador Bruno Almeida.

Agora, porque não adotar esse procedimento em todas as operadoras no Brasil ?

Fica aí a dica à todos os profissionais do mercado.

Por:

Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e no autônomo em 1986, participando da primeira turma de Dive Master da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver e Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 30 anos de experiência em mergulho.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior, sendo uma referência em mergulho e naufrágios para diversas entidades como ONU, UNESCO e diversos órgãos públicos no Brasil.