Quando falamos em operações de mergulho, normalmente os mergulhadores se preocupam em pagar a saída e saber das condições da embarcação em si, e praticamente ninguém verifica quem faz parte da tripulação em geral.
Como sempre digo, um bom dia de mergulho envolve uma viagem agradável até o local onde encontramos o barco, uma boa navegação com as belas paisagens que o oceano nos proporciona e um mergulho excelente, mas um aspecto básico que também devemos nos preocupar é com quem estamos saindo.
Saber quem está coordenando a operação e quem faz parte da tripulação da embarcação de mergulho, nos ajuda a ter uma ideia de como é a operação como um todo, se são pessoas agradáveis e prestativas, afinal de contas, todo mergulhador espera ser bem atendido e simplesmente não apenas ser um número no barco.
Outro aspecto importante, é não achar por exemplo, que o fato de um coordenador de operação ser um Course Director, seja a garantia de um bom atendimento. Já fui abandonado com uma instrutora por um Course Director em uma ilha (Leia mais aqui)
Um bom envolvimento com todos da operadora, ajuda a ter operação mais agradável e ajustada, gerando uma boa sintonia entre todos.
É muito desagradável participar de uma operação onde os divemasters tratam os mergulhadores apenas como números… ninguém conversa, experiências não são trocadas e a interação praticamente inexiste entre os mergulhadores e a tripulação.
Uma boa “energia” entre os participantes da operação contribui para a alegria de todos e o compartilhamento de bons momentos, tornando o mergulho uma atividade altamente saudável, com boas memórias que fazem parte de nossas vidas e que levamos conosco.
Ao buscar uma operadora de mergulho, procure ter informações sobre como são as atividades fornecidas pela empresa desejada, como é o atendimento e a prestatividade de todos, afinal de contas, mergulhamos para conhecer os locais, conhecer a vida subaquática e ser bem atendido, para que possamos voltar e indicar os pontos de mergulho visitados.


Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



