Configurações básicas de câmeras fotográficas no mergulho

Lentes

Uma lente é uma peça ótica de vidro que focaliza a imagem à medida que ela entra em sua câmera.

Em uma câmera compacta, a lente faz parte da câmera, mas em câmeras mais avançadas as lentes podem ser removidas ou trocadas.

 

Velocidade do Obturador

O obturador é um dispositivo localizado na câmera e responsável pelo controle da quantidade de luz que chega ao sensor, e este, responsável pela captação das imagens.

A velocidade do obturador é a medição do tempo que o obturador fica aberto captando a imagem.

Uma câmera tem um obturador que abre e fecha para permitir a entrada de luz, assim como abrir as persianas do seu quarto para permitir a passagem de luz. A velocidade do obturador é o tempo que o obturador fica aberto. Quando o obturador abre, ele “revela” a luz (ou a cena) para o sensor da câmera que grava a imagem. Quanto mais tempo o obturador estiver aberto, mais luz vai entrar.

 

Abertura e F-stop

É a abertura ajustável localizada em uma lente que controla a quantidade de luz que chega ao sensor. É uma abertura ajustável na lente que permite diferentes quantidades de luz, conforme o tamanho da abertura.

O F-stop é um número, como 2.8, 4.0, 5.6 e demais.

A letra “F” sempre precede o número e quanto maior o número, menor a abertura, e consequentemente, menos entrada de luz.

Uma configuração f/4 deixa entrar metade da luz que um f/2.8 permitiria, assim como um f/5.6 deixa entrar metade da luz de f/4.

Cada um dos seguintes F-stops deixa entrar metade da luz que o anterior:

1.4 – 2.0 – ​2.8 – 4 –  5.6 – 8 – 11 – 16 – 22 – 32.

 

Profundidade de Campo (DOF)

DOF é a quantidade de foco dentro da imagem ou quantidade de sua foto que está em foco. Uma foto com pequena profundidade de campo (f/2.8 por exemplo) terá um fundo desfocado.

 

ISO

O número ISO é a medição da sensibilidade do sensor da câmera em relação a luz.

A maioria dos sensores de câmera tem uma configuração ideal de ISO 100 ou ISO 200.

Se você aumentar o ISO, como por exemplo, mudar para ISO 800, deixará o sensor mais sensível à luz sem precisar de uma velocidade mais lenta do obturador ou abrir a abertura, mas aumentar o ISO não deixa entrar mais luz e isso permitirá mais “ruído” na foto e menos alcance dinâmico. Os ruídos são pequenos pontos que surgem nas imagens, trazendo perda de qualidade na foto.

 

Exposição

A exposição é a quantidade total de luz em uma foto, considerando a velocidade do obturador, abertura, ISO e luz do flash.

Uma boa exposição significa que sua foto obteve o nível de brilho e luz desejado.

 

No mergulho noturno há uma “explosão de cores” com o brilho das lanternas – Foto: Clécio Mayrink

 

Flash

O flash produz luz artificialmente, além da luz do sol, tendo uma velocidade muito alta e sincronizada com o obturador da câmera.

 

Flash interno

Também chamado de “flash pop-up”, é o pequeno flash da câmera que pode “aparecer” quando você precisar. Muitas câmeras do tipo DSLR não possuem flash interno, e em vez disso, elas possuem uma sapata (Hot SHoe) onde um flash externo pode ser montado para fotos na superfície.

 

Luz ambiente

A luz ambiente ou “luz disponível” é a luz natural do sol já presente na cena.

 

TTL (Through-the-lens)

Se o seu flash possuir TTL, isso significa que a potência do flash é ajustada automaticamente, seja pela câmera, pelo próprio flash ou por uma peça eletrônica adicional.

Não tendo TTL, significa que você precisa definir a potência do flash de forma manual.

 

Balanço de branco (White Balance ou WB)

O balanço de branco está relacionado à temperatura de cor e como sua câmera interpreta as cores em sua fotografia. Diferentes configurações de balanço de branco resultarão em uma foto mais esverdeada, azulada, avermelhada ou amarelada.

 

Caixa Estanque

É a caixa à prova d’água que protege sua câmera, permitindo que você use os botões de comando mesmo estando dentro da água para tirar fotos.

A maioria das câmeras requer uma caixa subaquática para ficar debaixo d’água, embora alguns modelos de câmeras compactas atualmente disponíveis no mercado, permitam o uso até profundidades rasas.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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