GoPro: Recuperando sua câmera mais facilmente

Hoje vemos muitos mergulhadores usando câmeras GoPro para tirar fotos ou fazendo vídeos durante seus mergulhos, pois como todos sabem, é uma câmera prática, pequena e com um custo relativamente baixo.

Quando a grande maioria sai para mergulhar e acaba não se preocupando, é com a possibilidade de perda dessa câmera, devido ao seu tamanho reduzido.

 

Aumentando as chances de recuperação

Nesse último final de semana tive o prazer de poder mergulhar na Laje de Santos com a operadora Orion Diver de São Vicente-SP, e durante o mergulho, acabei encontrando uma GoPro com um pau de selfie da própria marca, caído entre as pedras.

Regressando para a embarcação, algum tempo depois tomei conhecimento que uma mergulhadora de outra embarcação, havia perdido uma GoPro com as mesmas características, onde posteriormente, confirmamos que a câmera encontrada era mesmo dela.

O reencontro com um equipamento perdido como a GoPro pode ser facilitado com a colocação do nome do proprietário(a) no equipamento, seja através do uso de uma caneta de marcação ou com alguma etiqueta.

Havendo simplesmente as iniciais do nome do mergulhador no equipamento, já ajuda bastante na identificação do mesmo, facilitando a devolução do equipamento perdido.

Outra forma ainda melhor e já mencionada anteriormente em um artigo escrito por mim, é a inserção de um arquivo texto (.txt ou .doc) com todos os dados de contato do proprietário no cartão de memória, tomando cuidado, logicamente, de não formatar o cartão de memória com todos os arquivos gravados posteriormente.

Uma vez que o mergulhador perca sua câmera GoPro, ele poderá ser identificado e localizado através dos dados contidos neste arquivo texto presente no cartão de memória.

Independente da sua câmera ser uma GoPro ou não, procure identificar seus equipamentos.

 

Exemplo de um arquivo texto gravado no cartão de memória da câmera.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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