Informações básicas sobre Fotografia Subaquática

A água absorve as cores como o vermelho, laranja e amarelo, e é por isso que suas fotos subaquáticas acabam saindo azuladas se não usar flash subaquático, e quanto mais profundo você for, mais a cor será absorvida.

As câmeras compactas são fabricadas com flash interno que pode ser usado para adicionar cor às suas fotos, porém, os fotógrafos subaquáticos costumam comprar um flash externo como forma de adicionar mais cor à imagem captada.

A água reduz o contraste, cor e a nitidez, e por isso que as fotos subaquáticas devem ser tiradas a 1m da câmera, de preferência, quanto mais próximo melhor.

 

Algumas definições

Flash Strobo – Uma fonte de luz vital para os fotógrafos subaquáticos. Isso pode ser embutido na câmera ou através de um dispositivo externo.

Caixa Subaquática – Também conhecida como caixa estanque, permite que você leve uma câmera para baixo d’água e usá-la. As caixas podem custar entre US$ 30 a 5.000.

O-ring – Anel de borracha ou silicone responsável pela vedação contra a água. As caixas e flashes subaquáticos sempre usam vários o-rings, tornando-os à prova d’água.

Lente Macro – Lente acoplada diretamente na câmera ou à caixa estanque, permitindo ao fotógrafo subaquático captar imagens de pequenos objetos e seres.

Lente Grande Angular (GA) – Lente acoplada à câmera ou à caixa estanque, permitindo a captação de imagens de objetos com grandes dimensões. Sem uma lente grande angular, as fotografias subaquáticas de grandes objetos teriam cores e contraste ruins.

Fotografando Macro – Mergulho dedicado aos pequenos seres marinhos.

Fotografar em grande angular – Mergulho dedicando para fotografar grandes objetos embaixo d’água.

Luz ambiente – Também conhecida como “luz natural”, seria luz do sol. As fotografias subaquáticas costumam ser uma mistura de luz ambiente com luz artificial produzida pelo flash.

Balanço de Branco (White Balance – WB) – Configuração da câmera que informa ao seu processador, como interpretar os valores dos pixels ao captar uma imagem.

Balanço de Branco Manual – Também conhecido como Balanço de Branco Personalizado, é a configuração utilizada na maioria das câmeras e que dá as fotos, cores mais naturais quando não estiver usando flash.

Backscatter – Manchas que aparecem em suas fotos subaquáticas em razão da luz do flash refletida em partículas em suspensão, como areia ou plâncton na água.

TTL – Tecnologia que define automaticamente a potência do seu flash para o valor correto.

Cabo de Fibra Ótica – Cabo simples que pode transmitir luz para sincronizar o disparo do seu flash ou flash em sua câmera.

Fotografia Manual – Quando você está configurando os valores de abertura da câmera, velocidade do obturador e sua potência de seu flash.

 

Pontos importantes

  • Usar um flash na fotografia subaquática é muito importante. Coloque sua câmera no modo de flash “forçado” ao tirar fotos em close-up, mas é importante ter em mente, que adquirir um flash externo é a melhor maneira de melhorar suas fotos subaquáticas.
  • Se estiver usando um flash interno, não se surpreenda se suas fotos tiverem muito backscatter. No começo você pode pensar que é poeira ou sujeira na sua lente, mas a razão disso são as partículas na água.
  • Experimente baixar e fotografar com a câmera estando alinhada aos olhos do seu assunto, ao invés de fotografá-lo de cima.
  • Procure aprimorar as habilidades de flutuabilidade e mergulho antes de levar uma câmera para baixo d’água.
  • Use o balanço de branco automático ao usar um flash e o balanço de branco personalizado ou modo subaquático, quando não estiver usando um flash externo.
  • Aprenda a usar o modo manual ou o modo de prioridade de abertura (se a sua câmera possuir), para que você controle o equilíbrio entre a luz natural e a luz do flash.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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