Uma nova classe de lanternas de mergulho técnico surgiu no mercado e começou a mudar o conceito do uso da cabeça de luz com conexão por fio até o chamado canister, o compartimento estanque que abriga a bateria de alto desempenho.

Hoje encontramos diversos modelos de lanternas voltadas para o mergulho técnico com dimensões reduzidas por causa da utilização do LED ao invés das lâmpadas HID. As antigas lâmpadas HID iluminam bastante, mas são suscetíveis a impactos e costumam apresentar muitos problemas por causa do circuito eletrônico necessário para o funcionamento deste sistema.

As novas lanternas de alto desempenho tem como grande vantagem a redução das dimensões do equipamento em si e na redução das chances do mergulhador se enroscar em algo durante o mergulho, por ter o fio normalmente usado nas antigas lanternas.

LX20 da Dive Rite

O LED e as novas baterias

A tecnologia LED avançou até o ponto em que as lanternas backup se tornaram mais econômicas e são tão brilhantes (ou mais) que as lanternas primárias da geração anterior.

Um aspecto importante é que o LED é muito mais confiável e mais resistente a impactos, além de consumir menos energia.

O avanço também da tecnologia das baterias recarregáveis melhorou muito o desempenho das lanternas.

Em razão desses detalhes e os benefícios na segurança, isso fez com que muitos mergulhadores trocarem suas lanternas backup por lanternas com características das lanternas primárias, por causa da portabilidade e confiabilidade desses equipamentos.

Antiga lanterna HID

Novas tendências

Tudo aponta para uma diminuição cada vez maior das lanternas, aumento da potência de luz e tempo de duração das baterias. O que era extremamente grande no passado está cada vez menor e com aumento considerável de autonomia.

Hoje, diversos mergulhadores de caverna já deixaram de utilizar  lanternas primárias com canister e passaram a usar as lanternas de alto desempenho de mão, e tudo leva a crer que essa nova tendência não mudará.

Por:

Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986, participando da primeira turma de Dive Master da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 30 anos de experiência em mergulho e fotografia / vídeo subaquático.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior, sendo uma referência quando o assunto é mergulho e naufrágios para a mídia e órgãos públicos no país, e diversas entidades internacionais como a ONU e UNESCO.