Marinha abre investigação sobre naufrágio de lancha na Laje de Santos

A lancha encontrada naufragada no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, a 40Km da costa, afundou na última segunda-feira. A informação é da Marinha do Brasil, que abriu inquérito para investigar as circunstâncias e as responsabilidades do incidente.

Equipes da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), pela Autoridade Marítima, e da Fundação Florestal, pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado, foram nesta quinta-feira ao parque marinho para vistoriar a área do naufrágio e sinalizá-lo. Não houve detecção de poluição hídrica no entorno da embarcação.

As autoridades foram informadas após dois dias do ocorrido porque mergulhadores localizaram o barco, por acaso, aos 14m de profundidade na manhã da quarta-feira (21). Entre os materiais encontrados, estavam os documentos dos pescadores profissionais Silvio Ferreira e Paulo Martins Filho, informou a Fundação Florestal por nota.

Ao ser notificada, a Autoridade Marítima localizou no Guarujá, os dois pescadores em casa.

Eles passam bem e informaram que foram resgatados por outra embarcação que passava pelo local,m quando o barco onde estavam, Margarida IV, naufragou. Detalhes sobre ocorrido e a justificativa por estarem em uma área de preservação não foram informados.

O parque marinho é considerado um berçário de diversas espécies e, por isso, é uma área de preservação ambiental. Pescar, praticar caça submarina, portar material de pesca no local (mesmo que não esteja pescando), assim como gerar algum tipo de poluição, são considerados crime. O infrator flagrado está sujeito à multa e, até mesmo, prisão.

Os materiais de pesca que estavam presos ao barco que afundou foram retirados pelos mergulhadores que o localizaram.

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