Durante um mergulho nas proximidades da Praia da Deserta em Paraty, no verão de 2020, o mergulhador Flavio Alcântara do Projeto Naufrágios encontrou um objeto de ferro que pode ser uma peça de artilharia de navio.
O achado foi registrado no IPHAN, no processo Flavio faz menção que o “canhão” encontrado, poderia fazer parte de um casco enterrado ali naquela praia, história essa que ouviu de sua bisavó dona Benedicta da Cruz nascida em 1913.
Dona Benedicta contava que na sua juventude os restos do naufrágio ficava aparente e que os antigos moradores da região chegaram a retirar pedaços de ferro para utilizar em casa.
No dia 21 de janeiro de 2021, quando retornou ao barco logo depois de fazer um mergulho de exploração junto com sua equipe no Parcel dos Meros, Flavio recebeu uma mensagem da filha do caseiro da praia, que dizia que o navio estava novamente visível após uma forte chuva caída durante a madrugada abrindo uma barra, o desenterrando parcialmente.
No dia seguinte juntamente com sua equipe ele seguiu para a Praia da Deserta onde fez o registro através através de vídeos e fotografias.
O navio tem até hoje sua origem desconhecida, porém, segundo ele, o casco tem parte construído de uma madeira conhecida como Pinho de Riga, originária da região da Letônia norte da Europa, o que pode sugerir a origem da embarcação.
Um pequeno pedaço dessa madeira de aproximadamente 5 centímetros será exposto na exposição Naufrágios um mergulho na história, com duração de três meses sua abertura será no dia 24 de julho de 2025 no Instituto Histórico e Artístico de Paraty, que fica no largo da Santa Rita em Paraty.
A exposição trará peças, fotos, recortes de jornais da época (1913, 1921 e 1951) e exibirá um mini documentário de 15 minutos sobre outros três naufrágios existentes na baía de Paraty.

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