O Voetboog

Entre 1602 e 1795 os navios da V.O.C (Vereenigde Oostindische Compagnie) atuaram fortemente pelo mares ligando a Europa a Ásia oriental. Ela foi a maior e mais bem organizada na época no ramo de comércio.

Era uma empresa não governamental, descentralizada, formada por seis câmaras, cada uma com sua administração, estaleiros e mecanismos para manter equipada sua frota, sendo a maior dessas câmaras, a de Amsterdam, financiada por investidores privados.

As conexões entre a Europa e Ásia eram mantidas por uma frota estimada em cerca de 100 navios mercantes armados. Estes navios mercantes eram chamados de East Indiamen e eram divididos em classes com dimensões fixas.

A construção dessa frota, desde o design, construção e equipagem, era feita pelos estaleiros da própria V.O.C. Pela rota que estes navios passavam, foram construídos 250 fortificações e postos de apoio. Toda esta estrutura tinha como objetivo manter a supremacia da companhia no comércio com o Oriente.

Os navios da V.O.C eram conhecidos por transportar cargas valiosas do Oriente para a Europa como: temperos, açúcar, seda, pedras preciosas e porcelanas.

A rota de retorno passava pelo nordeste do Brasil, para depois rumar para a Europa. Um destes navios, o Voetboog, acabou naufragando próximo ao litoral Pernambucano no ano de 1700. Ele era um navio do tipo Fluyt com 595 toneladas.

Em 21 de janeiro o Voetboog deixou o porto de Batavia (atual Jakarta) para regressar para a Holanda. Seu capitão era Adriaan de Ruiter e dentro dos porões havia uma grande carga de porcelanas destinada a compradores europeus. Essa carga foi avaliada na época em 233.251 florins.

Após quatro meses de viagem, o Voetboog navegava pelo litoral Pernambucano quando acabou sendo pego pelo mau tempo, fazendo com que navio colidisse nos recifes e naufragou, e até hoje o navio não foi localizado com sua carga.

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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