A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu as investigações sobre o assassinato do mergulhador Luciano Heusner, de 41 anos. Luciano estava com a namorada às margens do Lago Paranoá quando foi assassinado, em dezembro do ano passado.
De acordo com o delegado Yuri Fernandes, o mergulhador foi vítima de latrocínio ao tentar reagir a um assalto praticado por Romário A. de S. Silva, de 22 anos, que foi preso no Maranhão.
Segundo o delegado, o casal mergulhava na barragem do Paranoá quando foi abordado. A mulher conseguiu fugir e não se feriu.
Conforme o inquérito, Romário usou uma arma de airsoft para render as vítimas e amarrou o casal com uma corda. Mas ao chegar perto do mergulhador, foi surpreendido com uma “chave de pescoço”.
Após a reação de Luciano, segundo a polícia, Romário deu nove facadas no mergulhador e ainda o atingiu com uma pedrada na cabeça. O suspeito cumpria pena no Complexo Penitenciário da Papuda, e fugiu três dias antes do latrocínio, em dezembro.
Outras duas pessoas participaram do crime, conforme a investigação: Adriano Vieira Alves, que conseguiu a pistola de airsoft e está preso em Brasília; e Anderson Rosa de Paula, que seria o motorista da dupla.
Anderson está em liberdade e deve ser indiciado por coparticipação no crime, afirma o delegado.
Namorada conseguiu pedir ajuda
Em meio às agressões contra o namorado, Patrícia conseguiu fugir pelo matagal que cerca a barragem do lago, próximo à Ermida Dom Bosco. A mulher contou à polícia que correu até uma área residencial, quando percebeu que o autor do crime estava atrás dela.
Para cometer o crime, a polícia concluiu que Romário contou com a ajuda de dois comparsas. Um dos rapazes teria emprestado a arma de pressão ao autor do latrocínio, e o outro seria o motorista do veículo que levou o suspeito até o local do crime.
Para chegar até eles, a Polícia Civil identificou impressões digitais no carro da vítima, que foi recuperado logo depois do crime. Com o motorista localizado, os investigadores chegaram ao nome de Romário Silva. Ele foi preso no Maranhão, em janeiro, por outro latrocínio cometido contra um comerciante da região.
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