Apesar de ser um equipamento simples, podemos dizer que a carretilha contribui na segurança do mergulhador, seja ele recreacional ou técnico.
O princípio básico de uma carretilha, é guiar o mergulhador até o ponto inicial onde a mesma passou a ser utilizada. Em mergulhos em caverna ou no interior de naufrágios, o mergulhador utiliza a carretilha como um cabo guia, que nada mais é do que a sua garantia de retorno ao ponto inicial da exploração.
Logicamente, a entrada de um mergulhador em uma caverna ou no interior de um naufrágio, requer treinamento e habilidades especiais para tal.
No que diz respeito aos mergulhadores recreacionais, a carretilha pode ser utilizada para um retorno seguro até a embarcação, quando por ventura, haja baixa visibilidade ou correntes no local. Outra situação comum, é se distanciar de um paredão de uma ilha por exemplo, indo em direção ao fundo de areia. Independente de ter ou não uma bússola, a carretilha dará a direção correta para o retorno seguro do mergulhador. Além disso, será um equipamento indispensável em buscas subaquáticas e em algumas ocasiões, para levantar objetos afundados.
Atualmente existem diversos de carretilhas, que são destinadas conforme o perfil do mergulho ou necessidade em questão.
Atuais modelos
Hoje os modelos mais comuns são: Spool, Carretilha Primária ou de Exploração e Carretilha Secundária.

Spool
Nada mais é do que um carretel normalmente fabricado na cor preta, podendo variar em 2 tamanhos, contendo cabos com 30 ou 50m de comprimento. Uma Spool é utilizada em pequenas distâncias. No caso do mergulho técnico, é utilizada em procedimentos descompressivos e na entrada de cavernas.

Carretilha Primária ou de Exploração
São as maiores carretilhas, contendo em média 120m de cabo.
Alguns modelos são especialmente fabricados para a exploração de cavernas ou naufrágios, e levam consigo mais de 300m de cabo.
Particularmente não gosto dos modelos com alça lateral, pois acredito que há mais chances de embaraçar o cabo embaixo d’água.

Carretilha Secundária
Considero este modelo ideal aos recreacionais, por serem pequenas e fáceis de levar. Possuem 50m de cabo e podem ser utilizadas para incursões e procedimentos descompressivos.

Clecio Mayrink
Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.
Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.
Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.



