Viajando para um Mergulho Técnico X Bagagem

Viajar com equipamento de mergulho técnico é sempre uma dor de cabeça para os mergulhadores, seja pela quantidade de itens e/ou pelo peso de todos os equipamentos.

Vejamos algumas dicas para uma viagem mais tranquila:

Regras da companhia aérea

A maioria dos turistas não se preocupa com esse detalhe, então, vale lembrar, que toda companhia aérea possui suas próprias regras, havendo geralmente poucas diferenças entre elas, mas algumas diferenças existem.

Sendo um voo internacional, principalmente, procure imprimir as regras da companhia aérea relacionadas a equipamentos de mergulho. Já tive uma dor de cabeça com uma atendente da American Airlines, por exemplo, onde a mesma afirmava que eu não poderia levar na bagagem de mão meus reguladores, afirmando que eu poderia segurar pela mangueira e bater com o primeiro estágio na cabeça de alguém. O cúmulo do absurdo, mas é verdade.

Como tinha em mãos as regras deles, apresentei os papéis e mandei chamar a supervisão, que imediatamente concordou comigo e liberou sem mais estresse, mas a atendente queria porque queria, me cobrar uma taxa por excesso de peso, e como resolvi tirar meus reguladores da bagagem despachada, ela veio com essa desculpa doida.

Ou ponto, é que os reguladores, principalmente os modelos de primeira linha, são extremamente pesados. Já cheguei inclusive, a desmontá-los e levei em uma pochete grande, dessas de trilha na cintura, e lá se foram quase menos 7kg em bagagem.

 

Pilhas e baterias

Se você vai utilizar pilhas ou baterias, e está com problemas de excesso de peso, talvez seja uma boa comprá-las no destino final, pois querendo ou não, elas consomem boas gramas de sua bagagem de mão.

Vale lembrar, que é proibido despachar bagagem contendo pilhas e baterias, onde em alguns países, por exemplo, chega a ser tratado como crime.

Outro aspecto importante são as regras para o transporte de pilhas e baterias na bagagem de mão. Fique atento a isso, pois isso é algo levado muito à sério em alguns locais. Aqui no Brasil Mergulho, você pode obter mais informações e detalhes sobre essa questão.

 

Taxa por excesso de bagagem e comprovante

Em uma situação, a atendente da companhia aérea quis me cobrar uma taxa por excesso de peso da bagagem, e afirmei que pagava desde que a mesma me entregasse um comprovante do pagamento da mesma.

Numa ocasião, a atendente desistiu repentinamente de cobrar a taxa sem dar explicações. Infelizmente alguns atendentes gostam de “embolsar” a taxa paga pelo cliente. Eles cobram a taxa e não fazem qualquer menção no sistema sobre a taxa paga e colocam o dinheiro no bolso.

Fique atento a esse tipo de possibilidade. No meu caso, a situação da taxa que acabou não sendo cobrada ocorreu no guichê de uma famosa companhia aérea americana e em solo americano. Se isso acontece por lá, imagine em outros países…

 

Aluguel de Equipamentos

Recentemente escrevi um artigo sobre essa questão de alugar equipamentos de mergulho nos destinos turísticos. Particularmente não gosto desse tipo de coisa, pois já tive problemas sérios com isso. Se puder, leve sempre seu material de mergulho. Se não houver jeito, quando for alugá-los, presta muita atenção na hora de buscar os equipamentos, verificando se tudo está em perfeito funcionamento.

Clique aqui e leia um artigo sobre esses aspectos.

 

Itens de alto custo

Equipamentos de alto valor devem ser transportados na bagagem de mão, de preferência. Roupa Seca, por exemplo, é um item que obrigatoriamente deve ser levado em mãos.

Sabemos que o tratamento das bagagens quase nunca é feito do jeito que gostaríamos, e qualquer impacto mais forte na mala, poderá ocasionar algum dano nos equipamentos presentes na bagagem despachada. Tudo de alto custo que você puder levar em mãos, leve !

 

Foto: Clécio Mayrink

Clecio Mayrink

Engenheiro de sistemas nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983 e autônomo em 1986 pela CMAS, participando da primeira turma da PADI no Rio de Janeiro em 1990. É mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver, Advanced Cave Sidemount / No Mount, possuindo mais de 40 anos de experiência em mergulho, imagens subaquáticas e pesquisador de naufrágios, sendo uma referência no país.

Ex-juiz da AIDA International, foi membro da expedição de mapeamento da caverna na Lagoa Misteriosa em Bonito-MS no ano de 2008, é o idealizador do Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769-SP) e um dos responsáveis pelo tema Mergulho no 1° Atlas dos Esportes do Ministério dos Esportes no país.

Também atuou na produção de matérias e documentários no Brasil e no exterior, prestando consultoria para mídia em geral, órgãos públicos, entidades militares e internacionais, como a ONU e UNESCO.

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