Poucos equipamentos x Mala pequena

Regulador com transmissor do computador e Octopus integrado na mangueira do colete - Foto: Clécio Mayrink

Realizei recentemente uma viagem para passar as férias com a família, e levando em consideração que o destino era banhado pelo mar caribenho e com aquela água maravilhosa, não poderia deixar de fazer pelo menos uns dois dias de mergulho.

Mas como viajar levando “quase nada” em equipamentos ?

Isso é praticamente impossível para um mergulhador, pois quase sempre acabamos levando muita coisa na bagagem.

Pra piorar, nossa ANAC permitiu as alterações nas regras de bagagens, o que complicou ainda mais o que já era complicado.

Acabei fazendo uma análise e, contrariado, decidi não levar o colete equilibrador, optando pelo aluguel do equipamento diretamente na operadora de mergulho.

No caso do regulador, optei pela configuração mais simples possível, e adotei o transmissor do computador no lugar no manômetro, eliminando assim, uma das mangueiras.

Desmontagem da HyFlex Switch da Tusa

Quanto ao Octopus, decidi utilizar um modelo integrado na mangueira do colete. A mesma mangueira que fornece o gás para o colete, também fornece para o Octopus. Dessa forma, menos outra mangueira.

Quanto as nadadeiras, atualmente encontramos no mercado a nadadeira HyFlex Switch da Tusa, que permite desmontar a pala da calçadeira, possibilitando guardar a nadadeira em uma mala pequena, cabendo no compartimento superior de bagagens do avião, não sendo preciso fazer o despacho dela no check-in, eliminado a possibilidade de furtos ou extravios.

Para transportar os equipamentos até a operadora de mergulho, utilizei uma mochila de apneísta, normalmente utilizada pelos praticantes do snorkeling.

Ela bolsa é mais fina e comprida na altura, permitindo levar as nadadeiras com facilidade, possuindo um acabamento drenante, que permite que a água escorra durante o retorno do mergulho. Como planejava regressar dos mergulhos e ir para a praia encontrar os familiares, o dreno ajudaria na secagem dos equipamentos antes de retornar ao hotel.

Resultado Final

No final o resultado foi satisfatório, pois consegui viajar com uma mala pequena e sem dores de cabeça com agentes aeroportuários perturbando com tamanho e peso da bagagem.

Foi possível levar o regulador com octopus, transmissor do computador de mergulho, nadadeiras, máscara, marking bag, spool, roupa e botas na mochila.

Pelo menos pra mim, certamente não é o ideal, pois tenho preferência de sempre usar todo o meu equipamento, mas se a viagem não é voltada 100% para mergulho, pode ser uma opção para viajar levando poucos equipamentos e evitar a possibilidade de alguns inconvenientes.

Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.